Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 25/10/2019
A Constituição Federal Brasileira garante que todos têm direito ao meio ambiente equilibrado. No entanto, a dificuldade na preservação dos processos ecológicos impossibilita que muitos cidadãos desfrutem dessa prerrogativa. Nesse contexto, não há dúvidas de que essa situação é um desafio nacional, a qual ocorre devido não só pela precariedade dos serviços públicos de defesa do meio ambiente, mas também pelo consumo desmedido dos recursos naturais.
Vale destacar, de início, que umas das principais motivações para essa questão é a precariedade dos serviços públicos de defesa do meio ambiente. Isso porque a falta de estrutura dos órgãos fiscalizadores, como o IBAMA, contribui para ampliar os desmatamentos e as queimadas em escala nacional. Isso se explica porque, apesar da Lei Maior garantir o direito ao meio ambiente, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção afetam a qualidade dos serviços prestados, dificultando a preservação dos processos ecológicos.
Faz‐se mister, ainda, salientar o consumo desmedido dos recursos naturais como impulsionador do tema. Visto que com fixação do capitalismo na sociedade moderna houveram intensas mudanças que proporcionaram melhorias na qualidade de vida da população. Porém, as novas relações de produção e consumo provocam o intenso uso de matérias primas e a poluição que impactam severamente o equilíbrio da natureza. Segundo dados apresentados pela ONU, só em 2012 mais de 12 milhões de pessoas morreram por causas decorrentes da degradação ambiental. Tal consumo agrava o problema ambiental, e está em concordância com o filósofo Foucalt que afirma que a loucura é definida pela sociedade de acordo com o seu tempo. Portanto, é fundamental que haja conscientização nacional, com foco em impedir tais movimentos, bem como promover projetos de preservação ambiental.
Enfim, tendo em vista garantir o meio ambiente equilibrado aos brasileiros, o Ministério do Meio Ambiente deve promover a melhoria das políticas públicas de preservação dos processos ecológicos, por meio de investimentos direcionados às unidades fiscalizadoras e da punição efetiva aos infratores em crimes ambientais, bem como mostrar os prejuízos que a cultura do consumo representa à sociedade. Isso pode ser feito desde cedo nas escolas, com a elaborações de trabalhos e campanhas educativas sobre orientações e divulgações quanto à importância da sustentabilidade, onde alunos, pais e professores serão o público alvo. Desse modo, os indivíduos terão seus direitos garantidos na prática, conforme Carta Magna.