Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 24/03/2020

No contexto social vigente, é assegurado pelo artigo 170 da Constituição Brasileira que todos possuem o livre exercício de quaisquer atividades econômicas desde que haja um segmento de normas, podendo-se incluir a defesa do meio ambiente. Nota-se, portanto, propósitos inalcançados que deram origem desde o início da Revolução Industrial, pretexto que explica a compulsiva competição por poderes econômicos propostas pelo homem até os dias atuais.

É elementar que se leve em consideração pensamentos do filósofo alemão Hans Jonas, ao defender na sua teoria princípios da Ética da Responsabilidade que molda não apenas a preservação do mundo físico, bem como a preocupação do que os impactos ambientais podem fazer com as futuras gerações que aqui habitarão. Nesse sentido, ao analisarmos as principais causas ambientais, podemos citar controles humanos que dão abertura todos os dias à estruturadas inovações tecnológicas, que, ao utilizadas sem cautelas, podem gerar a morte de plantas e de uma das principais espécies ambientais marinha: os corais. Dessa forma, é justo compreender que a busca do poder social e econômico enfatiza o ser humano como o principal destruidor da natureza.

Paralelo a isso, pode-se citar a expansão da agricultura como um fator predominante atualmente, onde é possível desencadear em cima deste, um elevado índice de desmatamento, ação gerada com o intuito de ampliar interesses e adquirir riquezas, podendo causar destruições ecológicas irreversíveis, como a extinção de espécies da fauna e flora, acarretando não só na quebra de cadeias ecológicas, como na de um próprio ecossistema em si.

Em puma, é mister conscientizar diante o exposto, o Princípio da precaução gerado por Hans Jonas, onde o ser humano deve ter em mente a obrigação de evitar atos que possam gerar graves danos ao meio ambiente, visando também a necessidade do homem em relação a este. Desse modo, cabe não só ao poder legislativo cumprir e fiscalizar leis já impostas, como ampliar a criação de novos corredores ecológicos, com o intuito de conservar a biodiversidade que acaba se fragmentando por atividades humanas. Além disso, é um dever social que haja consentimento de simples atitudes que podem colaborar com um meio ambiente saudável, tendo em exemplo o apoio aos recursos de reciclagem e o aumento do plantio de árvores.