Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 01/04/2020

Sabe-se que em meio à escola literária do Arcadismo, visivelmente presente nos sonetos de Cláudio Manuel da Costa, havia o bucolismo, isto é, a constante valorização do espaço natural. Todavia, a contemporaneidade não permaneceu fixa às suas raízes históricas, visto que a relação entre o homem e o meio ambiente tornou-se malevolente devido ao vasto comodismo da população, o que gera, portanto, um consumo exacerbado de bens materiais os quais são descartados na natureza.

Em primeira análise, é irrefutável que as convicções semeadas pelo naturalista Charles Darwin condizem de maneira demasiada com os indivíduos hodiernos, em virtude de que, diante de uma adaptação, por intermédio de um ambiente já selecionado, os seres adaptam-se ao meio. Sob esse prisma, nota-se que, por conseguinte, um assíduo comodismo é despertado exclusivamente na espécie humana. Posto isso, os cidadãos procuram cada vez mais itens práticos e rápidos, a fim de facilitar sua existência cômoda, desencadeando, assim, um forte consumo de plástico encontrado em embalagens de comida e cosméticos, similarmente com uma inexorável compra de aparelhos eletrônicos, como, smartphones e tablets.

Destarte, perfaz-se que a ideologia proferida pelo filósofo Rousseau de que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe, tem relação direta semelhante ao meio ambiente, em razão de que o meio ambiente nasce puro, porém o homem o corrompe. Em vista disso, congênere comparação explica-se pelo fato de que com incontroverso consumo exagerado de bens materiais instigado pelos indivíduos, a produção de lixo no planeta aumenta de modo significativo, já que as pessoas demonstram tendência de comprar sempre mais e, então, desfazer-se dos utensílios ultrapassados, principalmente lidando com a atual indústria da obsolescência programada, a qual prejudica a vida útil do produto apenas para que o consumidor compre outros sem demora.

Em suma, é indubitável que a relação entre homem e o meio ambiente converteu-se em obscuridade devido ao comodismo e o consumo popular desenfreado. Logo, para desatar análogo impasse, é dever do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Educação, conscientizar os cidadãos desde a infância a zelar pela natureza, por meio de palestras ministradas por biólogos e agentes do meio ambiente disponíveis em todas as instituições acadêmicas da nação independente da faixa etária, com o intuito de que os indivíduos obtenham o verídico conhecimento de que o consumo intenso traz somente negatividades ao planeta. Dessa forma, com a população protegendo a natureza, o mundo irá se transformar em um lugar limpo e melhor de viver.