Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 18/04/2020

Elaborado em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigente, ressaltando os riscos do uso excessivo dos recursos naturais. Nesse sentido, é importante analisar a sociedade de consumo, bem como, á precária infraestrutura de destinação do lixo como principais causadores de divergências entre o homem e o ambiente, a fim de promover medidas eficazes que proporcionem o boa qualidade de vida para as pessoas.

Primordialmente, cabe considerar que a demanda por produtos que utilizam matéria-prima proveniente do meio ambiente cresce devido ao alto nível de consumo. A partir disso, há alteração nos ciclos biológicos do planeta e isso põe em risco não somente os ecossistemas, mas o próprio destino da humanidade que está comprometido pelos padrões insustentáveis de consumo. Segundo o relatório Planeta Vivo ( WWF, 2008) a sociedade atual consome 30% a mais do que a capacidade do planeta se regenerar, afirmando o pensamento do filósofo Thomas Hobbes:’’ O homem é o lobo do homem’'.

Outrossim, a Constituição de 1988 garante direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, todavia o poder executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética a Nicômaco’’,  a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil a medida que a infraestrutura e destinação do lixo são precárias, exemplo disso, os dados presentados pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública apontam que O Brasil  tem hoje quase 3 mil lixões e aterros irregulares . A partir disso é notório inúmeros impactos a saúde pública e meio ambiente que vão desde a  maximização de vetores de doenças, como por exemplo, dengue, a degradação dos ecossistemas e consequentemente extinção da vida.

Portanto, é imprescindível que o estado tome providências para mudar o quadro atual. Para conscientizar a população a respeito do problema, urge, que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação que enfatizem a importância de praticar o desenvolvimento sustentável e a partir disso satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. É importante ainda, que o Poder Executivo seja mais severo e efetive os direitos constitucionais. Somente assim será possível harmonizar a relação entre o homem e o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da sociedade.