Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 06/05/2020
A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, no século XVIII, marcou o início de intensas transformações decorrentes da relação entre o homem e o meio ambiente. Infelizmente, o vínculo estabelecido entre a necessidade de preservação da natureza e o desenvolvimento das nações europeias não ocorreu de forma equilibrada. Logo, a busca exacerbada por lucro em detrimento à conservação ambiental gera a necessidade de análise do amplo desmatamento da flora brasileira e das demasiadas emissões de gases poluentes na atmosfera. Sendo estes fatores que exemplificam ações extremamente prejudiciais à vida e que perpetuam um dogma equivocado estabelecido desde o século XVIII.
A priori, o Greenpeace – organização não governamental que objetiva a proteção ambiental – divulgou, em suas redes sociais, um provérbio indígena: “Quando a última árvore tiver caído, quando o último peixe for pescado, quando o último rio tiver secado, vocês vão entender que dinheiro não se come”. Indubitavelmente, a reflexão da ONG acerca da relação que visa a lucratividade a partir da exploração do meio ambiente é exemplificada tendo o desmatamento brasileiro como uma das principais problemáticas ambientais da atualidade. Sendo assim, a Floresta Amazônica, também conhecida como “pulmão do mundo”, possui mais de 60% da sua área desmatada, refletindo o desafiador processo que estabelece o equilíbrio entre o necessário e o dispensável, exposto no provérbio indígena.
Ademais, Greta Thunberg – ativista ambiental sueca de dezesseis anos – iniciou um projeto de greves mundiais às sextas feiras para que a questão da poluição atmosférica fosse colocada em pauta. Dessa forma, a intensa produção industrial, bem como o exacerbado número de automóveis nas ruas brasileiras são fatores que corroboram a demasiada emissão de gases poluentes na atmosfera. Como resultado, há o acentuamento dos níveis do Efeito Estufa, responsável pelo derretimento de geleiras e, ainda, desequilíbrios ambientais que contribuem para catástrofes, impactando amplamente a vida terrestre. Destarte, o árduo desafio de priorizar a natureza diverge das concepções vigentes no Brasil atual, que têm suas origens voltadas à Inglaterra do século XVIII, dificulta a austeridade entre desenvolvimento e sustentabilidade.
Inquestionavelmente, faz-se necessária a adoção de medidas para que seja mitigada a problemática acerca da relação meio ambiente-homem. Por certo, urge que o Ministério do Meio Ambiente estimule pesquisas científicas que unem o desenvolvimento do Brasil com a sustentabilidade, por meio de projetos de lei entregues à Câmara. Espera-se, com o incentivo à ciência, a harmonia junto à natureza.