Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 28/05/2020
Na obra “Iracema”, de José de Alencar, é retratada uma dicotomia relativa à relação entre o homem e o meio ambiente. Pois, de um lado tem-se o preservacionismo indígena e do outro o extrativismo dos europeus. Análogo ao livro, na sociedade, a mesma oposição de ideias ainda existe, entretanto, com uma maior força do teor exploratório. Não só, isso se dá graças à prevalência de ideias com teor antropocêntrico e à pouca voz das frentes parlamentares ambientalistas, que são desafios a serem enfrentados na relação entre o ser e o meio ecológico.
Primeiramente, é importante salientar que a falta de conscientização perante a crescente ideologia de antropocentrismo -homem no centro de tudo- é uma barreira que precisa ser enfrentada para melhorar a relação entre o povo e ambiente natural. Por certo, tal afirmação pode ser explicada por meio do pensamento de Descartes, filósofo moderno, na sua reflexão sobre os padrões impostos pela igreja durante o período medieval, ao afirmar que os seres dotados de razão são o centro da modernidade. Por certo, com a prevalência de tal ideologia, faz com que o homem não se importar com o meio natural, visto que, por não ser dotado de razão, não merece a devida importância e torna-se algo irrelevante às preocupações da maioria.
Outrossim, a pouca representatividade das frentes parlamentares ambientalistas é outro desafio que precisa ser enfrentado para que a relação homem-natureza se torne mais sustentável. Decerto, a prova disso pode ser obtida ao observar o pensamento de Aristóteles, filósofo clássico, na sua crítica à democracia, ao afirmar que um dos pontos negativos de tal sistema de governo era o fato de apenas as pautas com mais representantes eram legitimadas, sendo elas justas ou não. Assim, ao observar que, a relação entre o ser humano e o meio ambiente continua exploratória, nota-se a pouca relevância dessa frente política para a população, já que, se suas pautas tivessem destaque, como são contrárias ao extrativismo exacerbado, a sociedade seria mais sustentável.
Portanto, vistos os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente, o Ministério da Educação deve conscientizar a população do lado negativo do antropocentrismo e da importância das pautas ambientalistas dentro da política. Além disso, isso deve ser feito por meio de projetos de formação continuada, a fim de tornar a relação do humano com o ambiente natural menos destrutiva. Ademais, tal ação deve ser tomada por intermédio de palestras nas escolas, para pais e alunos, com professores especialistas, que leve o conhecimento sobre esses temas à população. Certamente, tal iniciativa atenuará o extrativismo ecológico já retratado no livro “Iracema”.