Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 15/06/2020
“Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo.” Esta frase do famoso filósofo Albert Schweitzer retrata com avidez o panorama em que o planeta se encontra na contemporaneidade, haja vista que é dominado por seres ambiciosos. Tal contexto, deve-se majoritariamente a falta de consciência ambiental somada ao aumento do consumismo e consequentemente implicando no uso e descarte inapropriado de produtos. Nesse sentido, é fundamental que se tome medidas para amenizar os impactos ambientais.
A princípio, faz-se ponderoso ressaltar o aumento significativo do consumismo nos últimos três séculos, tendo como referência a primeira revolução industrial. No livro “ A história das coisas”, escrito por Anne Leonard, aponta-se dados preocupantes em relação ao aumento exacerbado do consumismo descontrolado e suas respectivas implicações. Lamentavelmente, as atividades antrópicas parecem não ter limite, tendo-se em vista que o surgimento das industrias e o fortalecimento do capitalismo trouxeram a falsa crença da infindável oferta de recursos naturais, que é seguida de um espírito de progresso baseado no aumento do consumismo. Tal conjuntura, acarreta na degradação do meio ambiente e na poluição generalizada do planeta. Nessa perspectiva, é fundamental que haja uma mudança de postura por parte da população e do governo a fim de promover um uso sustentável das riquezas naturais.
Por conseguinte, todo esse viés plutocrata e de pouca consciência presente na sociedade prejudica toda a estrutura interna do planeta. “Não posso respirar, não posso mais nadar. A terra está morrendo, não dá mais pra plantar”. Este trecho da música “ Xote Ecológico”, do cantor Luiz Gonzaga, coloca em pauta o nível de enfermidade que essas ações causam no planeta. Depreende-se do excerto que, litosfera (solo), atmosfera (ar), hidrosfera (água) e biosfera (vida) são atingidas simultaneamente e isso pode acarretar na extinção em massa da vida na terra, pois sem tais recursos é improvável que a fauna e a flora possam manter-se ou renovar-se. Nesse espectro, é salutar uma melhoria no caráter sustentável da sociedade, já que a mudança desses hábitos sociais e econômicos podem salvar a vida na terra.
É necessário, portanto, uma metamorfose de conduta consumista para um espírito de sustentabilidade. O Ministério do Meio Ambiente junto a Organizações de cunho sustentável devem promover palestras e cursos voltados para a preservação ambiental com cargas horárias bem definidas e certificados de conclusão de curso afim de que esse conhecimento seja mais valorizados no mercado de trabalho, sendo um diferencial no currículo e podendo acarretar mudanças visíveis nas empresas.