Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 24/06/2020
Com o advento da revolução industrial, o modelo de produção em massa se tornou alvo das indústrias à manutenção do capitalismo moderno. Consoante, segundo Paul Watson, a inteligência é a capacidade das espécies de viverem em harmonia. Assim, no que tange o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável é o equilíbrio entre a economia, promoção da justiça social e da sustentabilidade ambiental. Contudo, de acordo com dados do G1, o desmatamento das florestas amazônicas - que deveriam estar em estado de preservação - ultrapassa os 100 campos de futebol por dia, evidenciando o descumprimento do pacto de sustentabilidade e, consequentemente, a ineficácia da Lei. Dessa forma, é evidente que, apesar dos diversos projetos e normas que visam a proteção dos ambientes, o desrespeito humano em prol do consumismo desarmoniza a natureza.
Primeiramente, é notável o consumismo exagerado presente na sociedade como catalisador do desmatamento. Isso, uma vez que a matéria prima necessária para realização dos produtos derivam da natureza ou contém etapas que resultam na emissão de gases atmosféricos, afetando o equilíbrio natural na busca por produção. Desse modo, é notório, também, a presença de Leis ambientais que atuam no combate aos infratores, paralelamente com organizações governamentais - como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), responsável pelo confronto direto à invasões e contrabandos.
Entretanto, mesmo diante do esforço legislativo, é perceptível a ineficácia das Leis no combate ao desmatamento, contrabando e emissões de gases, visto que, apesar da atuação constante do IBAMA, 99% dos desmatamentos de 2018, de acordo com dados do Mapbiomas, foram ilegais. Tal ineficácia é, também, vista no avanço da linha agropecuária, onde o gado é o principal atuante no desmatamento das florestas, permitindo que os latifundiários - grandes proprietários de terras - antes impedidos por Lei de realizar o plantio de soja em áreas florestais, possam continuar expandindo suas platanções.
Portanto, é visível o potencial de destruição da frente agropecuária, responsável por desmatar quase por completo o bioma do cerrado, assim como a inefetividade das normas, permitindo o avanço do desequilíbrio ambiental provocado pelo homem. Destarte, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pela gestão central de assuntos voltados ao meio ambiente, em parceria com o IBAMA, realize a reconstrução dos biomas atingidos - como o cerrado, proteção de espécies em extinção e florestas, por meio de multas e políticas de conscientização popular para que seja eficaz a contenção do avanço agropecuário indiscriminado dos latifundiários, contrabando de animais em extinção e diminuindo a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, a fim de que haja cumprimento dos pilares do desenvolvimento social e harmonia entre as espécies, como dito por Paul.