Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 15/08/2020

José de Alencar, escritor cearense considerado um dos principais romancista brasileiro, além de outros autores do romance indianistas procuraram relacionar a história do índio com o meio ambiente. Esse modo de se utilizar da natureza e seus recursos, no entanto, não é mais o que prevalece na contemporaneidade, tendo em vista que o homem, desde muito antes desse período da literatura, visa o lucro a qualquer custo. Em busca de satisfazer essas vontades, a sociedade deixou de prestar atenção aos impactos da cultura desenfreada de exploração, causando diversos desastres naturais, além de uma educação paradoxal a respeito da natureza.

Primeiramente, vale ressaltar, que os desastres ambientais se dão principalmente por conta da desenfreada exploração dos recursos naturais provocada pelo modo de produção capitalista em massa do terceiro setor, empresas privadas, que buscam unicamente o lucro e desconsideram as consequências de suas ações. Tal fato é visto no desastre de Mariana em MG, em que uma barragem da empresa de mineração Samarco rompeu, destruindo moradias e afetando a fauna e flora local. Logo, torna-se evidente, que as práticas de consumo oriundo da produção em massa exigem uma maior quantidade de matéria prima, que quando não extraídos de forma sustentável na natureza, resultam em impactos ambientais que colocam em risco a vida de milhares de seres dessa, e das futuras gerações.

Além disso, deve-se abordar, ainda, que a escassez trazida com o processo de desenvolvimento retoma o pensamento de que a natureza não possui força de regeneração diretamente proporcional à capacidade de degradação. A frase do filósofo inglês Francis Bacon, “Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe”, explicita a importância de se respeitar o ambiente para alcançar os avanços sociais. O paradoxo entre o progresso e a destruição traz em evidência a reflexão de que mudanças precisam ocorrer no comportamento irregular do ser humano sobre a vida.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que o modo com que a humanidade conduz seu progresso precisa ser mudado, para que o desenvolvimento e a natureza possam conviver de modo harmônico. Deste modo, é necessário que haja a promoção de ações governamentais, por parte do Ministério do Meio Ambiente, para promover uma maior fiscalização e aplicar multas mais severas para as empresas que não cumprirem as limitações estabelecidas. Além disso, a ONU deve promover, também, propagandas evidenciando o impacto da degradação da natureza, a nível global. Somente assim será possível que o homem desenvolva uma educação ambiental, de modo a entender que ele é parte da fauna e flora e que não está acima delas.