Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 04/08/2020
A concepção de trabalho próspero e precoce permeia a modernidade e vem acompanhando a história contemporânea, tendo em vista que o mercado de trabalho para os jovens é competitivo e exigente quanto à qualificação e aptidão. Em contrapartida, o sistema educacional brasileiro não acompanha tais mudanças no quadro da empregabilidade, já que é deficiente tanto em direcionar os discente quanto proporcionar um ambiente propício ao desenvolvimento de suas habilidades.
Desse modo, segundo a obra “ A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, do sociólogo Max Weber, a fundamentação do trabalho como a fonte de riqueza e bonança surge junto com a mudança de perspectiva acerca do capital, o qual é empreendedor e inovador. Analogamente, a configuração do mercado de trabalho que integre mão de obra jovial é dinâmico e requer do empregado atividades em coletivo, habilidade com as burocracias internas e uma postura proativa. Por outro lado, as escolas brasileiras são descomprometidas em relação ao encaminhamento do aluno a seus futuros estágios e empregos; essa displicência institucional é observada em aspectos triviais do mercado empregatício, como a formatação de currículos e apresentações formais. Assim, apesar do meio que o cerca exigir uma postura proativa, o jovem brasileiro está despreparado para ingressar nesse universo.
Além disso, diversas empresas utilizam como pré-requisitos as neocompetências (autenticidade, habilidade e sociabilidade) de acordo estudos psicológicos acerca da trabalhabilidade e empreendedorismo. Nesse ínterim, vale ressaltar a atuação de empresas inovadoras e modernas como a tecnológica Google, a qual oferece ao candidatos, a maioria composta por jovens, ambientes laborais agradável de bem estar e descanso, mas exigente de um excelente nível de qualificação e sócio-habilidades. Em contraste a isso, o Ensino Básico do país não fundamenta o ensino da inteligência socioemocional, qualificação extra e tão pouco capacita os alunos ao nível requerido pelo mercado, tendo em vista a subjugação da problemática educacional do país e seu subfinanciamento.
Portanto, o Ministério da Educação deverá instituir o acompanhamento de carreira profissional na grade curricular do Ensino Básico brasileiro, mediante as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular. Ademais, essa ação deverá ocorrer mediante a implementação da ministração de aulas por professores capacitados acerca das neocompetências por intermédio da instrução por oficinas psicossociais acerca do mercado de trabalho e suas implicações; tal ação deverá explicitar a atuação de empresas como a Google, por exemplo. Logo, esse processo de capacitação ao mercado de trabalho, quando feito por parcerias às instituições privadas, terá por objetivo apresentar ao jovem as especificidades profissionais e torná-lo apto ao ingresso no ambiente empregatício.