Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 02/10/2020

Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa ao Brasil, cultiva-se a ideia de que nossos recursos naturais são infinitos. Dessa maneira, é possível notar o mesmo pensamento problemático que persiste no país atualmente, transparecendo a instabilidade dos desafios da relação entre o homem e o meio ambiente. Nesse contexto, destaca-se como alguns desses confrontos, a priorização de interesses financeiros e a lenta mudança da mentalidade social.

Em primeiro plano, evidencia-se que a prioridade dada à questão financial é um grande responsável pela complexidade do problema. Sendo assim, desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimentos de valores humanos essenciais, como os cuidados com o meio em que vivemos. Nessa perspectiva, o sociólogo Herbert José de Sousa expõe que um país não muda pela sua economia, mas sim pela sua cultura. Logo, é nítido que uma vez que o principal foco é o interesse monetário, o  zelo com o ecossistema fica de escanteio, não havendo mudanças nos costumes ambientais.

Além disso, cabe ressaltar que a tardia alteração da mente coletiva em relação ao cuidado ambiental, caracteriza-se como um complexo dificultador. Isto posto, o “Mito da Caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Nesse sentindo, o psicólogo americano William James, relata que o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental. Dessa forma, em analogia com a problemática, os estudos ressaltam que o indivíduo não consegue se conscientizar quando se recusa a enxergar a realidade do ambiente em que vive, contribuindo para a permanência de condutas ambientais irresponsáveis.

Portanto, é compreensível que os desafios da compatibilidade entre o ser humano e o meio ambiente precisam ser superados, uma vez que são intensificados pelas preferências financiais e pela demorada modificação da mentalidade comunitária. Para esse fim, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seu interesses financeiros e se conscientizar em relação aos cuidados ambientais. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução do problema para que a população possa entender e decidir criticamente quais são as prioridades e cuidados que promovem uma melhoria ambiental.