Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 30/08/2020

Na formulação da teoria liberalista, Adam Smith em dado momento disse que o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção. No que diz respeito a preservação ambiental, tal afirmação é verdadeira, tendo em vista a relação abusiva onde a sociedade cada vez mais consumista exige muito de um ambiente progressivamente devastado. Assim, torna-se necessário o entendimento de suas causas corolários.

Em uma primeira análise, devemos destacar que desde a revolução industrial o homem se tornou mais dependente dos recursos naturais e, paulatinamente, desenvolveu maiores interesses financeiros sobre tais. Desta forma, passou-se a considerar a natureza como uma forma infindável de obtenção de lucros deixando-a ineficiente, já não conseguindo produzir proporcionalmente as necessidades humanas.

Considerando que todos os ambientes naturais são afetados, consequências como extinção de espécies, poluição de mares e oceanos, além da devastação de matas são recorrentes e os grandes responsáveis raramente são punidos, já que segundo o Ibama apenas 5% das multas e punições são pagas pelos infratores devido, principalmente, a legislação branda e desfavorável à preservação ambiental.

É evidente, portanto, a premência em solucionar tais fatos. Primeiramente, é preciso uma parceria entre o Ministério do meio ambiente e empresas do setor privado para a utilização dos recursos naturais de maneira responsável, relacionando extração e lucro. Outrossim, este ministério, junto de veículos de comunicação deveriam promover palestras educativas sobre consumo e preservação. Somente assim, pode-se assistir a um equilíbrio de necessidade e produção como almejava Adam Smith.