Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 11/09/2020

O filme “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” retrata a história de Ted que vive em um lugar onde as árvores são feitas de plástico e tudo é artificial e por conta disso é feita a venda de ar. Ele deixa a cidade com a intenção de trazer uma árvore de verdade para poder replanta-la. Fora das telinhas, esse cenário é se assemelha cada vez mais com a realidade brasileira, uma vez que os indivíduos destroem a natureza sem pensar no resultado disso, tendo como protagonistas dessa problemática uma sociedade consumista e inconsequente, somado a um estado negligente. De fato, zelar pelos bens naturais é dever de todos como nação para manter a vida para as gerações futuras.

Em primeira análise, é valido destacar os indivíduos como catalisadores dessa problemática. Com isso, o filósofo Albert Schweitzer afirma que vivemos em uma época perigosa em que o homem dominou a natureza antes de ter aprendido a dominar a si mesmo. Nesse sentido, é possível perceber tal afirmativa no atual cenário social em que os recursos naturais estão escassos pelo desmatamento, somado a uma sociedade consumista em que o descarte inadequado desenfreado contribui para o atual cenário. O que ratifica isso são os dados do G1, em que a Amazônia bate novo recorde nos alertas de desmatamento em junho: 1.034,4 km². Desse modo, tem-se como substrato a morte da fauna e flora, reduzindo assim, a biodiversidade brasileira.

Outro fator contribuinte é o Poder Público negligente. Assim, o atual governo prova que entre suas prioridades o meio ambiente não é uma delas uma vez que vários colapsos ambientais estão ocorrendo, como aumento de queimadas florestais, invasão de propriedades indígenas e o descontrole no derramamento de óleo sobre a costa brasileira. Prova disso é o presidente do Ibama, Eduardo Bim, que resolveu liberar as exportações de madeira nativa sem autorização_ Jornal Reuters. Logo, não há como haver equilíbrio entre homem e meio ambiente se o capitalismo comanda as decisões.

Depreende-se, portanto, que as relações entre natureza e ser humano são conflituosas e precisam ser atenuadas. Para tanto, cabe a própria sociedade o dever de cuidar do meio ambiente, por meio de pequenas ações como reduzir evitar desperdício de água, descartar o lixo corretamente até as ações maiores como evitar o desmatamento por grandes industrias madeireiras de áreas proibidas, com o fito de reduzir o impacto ambiental. Ademais, é papel do Estado preservar a natureza, por meio de ações fiscalizadoras contra a poluição e desmatamento, além de multas a multinacionais que ultrapassem limites de poluição atmosférica, de rios e desmatamento, com o fito de manter o equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação natural. Desse modo, obter-se-á uma nação mais sustentável e segura para as próximas gerações.