Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 14/09/2020

A Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, afirma, em seu artigo 225, que é direito de todos um meio ambiente equilibrado, sendo dever do estado e da sociedade a sua preservação. Entretanto, ao analisar-se o cenário brasileiro, pode-se perceber que, infelizmente, a Constituição não está sendo obedecida e o meio ambiente tem sido degradado pela ação humana. Esse problema é grave, pois é decorrente da ineficácia estatal, aliada à baixa empatia da população.

A priori, é válido destacar que a manutenção da natureza é muito importante para  permanência da vida humana na terra, porquanto é ela que fornece as condições essenciais de sobrevivência humana, como a manutenção da temperatura terrestre. Sob essa ótica, é possível afirmar que à absurda inércia governamental em ampliar mecanismos de preservação do meio ambiente é um fator determinante para a problemática. Tal afirmação pode ser corroborada pelos dados divulgados, em 2020, pelo portal G1, os quais afirmam que houve um aumento de 50% no desmatamento da Floresta Amazônica.

Outrossim, é mister ressaltar à falta de empatia da população com o meio ambiente como outro agravante para a péssima relação do homem com a natureza. Nesse viés, segundo o filósofo Hans Jonas, “Somos responsáveis não só pela situação presente, mas pelas gerações futuras”. Diante disso, pode-se perceber a importância da ação e da empatia humana para a preservação do ambiente e da sustentabilidade das futuras gerações.

Diante do exposto, com o fito de que a lei seja cumprida, o governo federal deve investir para garantir a harmonia entre o homem e o ambiente, por meio do aumento de recursos nos órgãos responsáveis pela preservação e fiscalização da fauna e flora, como o IBAMA. Além disso, deve criar campanhas nos meios de comunicação, rádio e televisão, sobre a importância da ação humana na preservação da natureza, a fim de garantir uma sociedade consciente e sustentável.