Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/09/2020

O filme “Rio 2”, do diretor Carlos Saldanha, relata o desmatamento da floresta Amazônica e com ele as suas consequências ambientais. Tais efeitos, como o desequilíbrio ecológico produzido pela ação humana, fazem com que os animais  percam suas moradias e seus alimentos. No entanto, fora dos cinemas, esse descaso com o meio ambiente é real, seja por uma sociedade indiferente, seja pelo Estado ineficaz.

Em primeira análise, o desrespeito com o meio ambiente é movido pela apatia do coletivo em relação ao bem comum. Nessa perspectiva, a filósofa Hannah Arendt em sua teoria “Banalidade do mal”, retrata que não há um mal profundo, mas que os indivíduos convivem com o mesmo. Nesse sentido, grande parcela da sociedade se acomoda com os acontecimentos cruéis que ocorrem com a natureza pela influência humana, como vêm ocorrendo um aumento de 25% de desmatamento da floresta Amazônica, de acordo com o site G1. Por isso, existe a luta de se começar a preservar e agir de forma sustentável desde as pequenas ações, como exemplo, o fim do uso de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo. Logo, vivencia-se um abandono social.

Outrossim, o Poder Público se mostra ineficiente na proteção do meio ambiente. O artigo 225 da Constituição Federal de 1988, afirma que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado[…], impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo”, porém, o Estado não cumpre, de forma incisiva, o seu papel de  proteger a natureza. Para exemplificar, a Medida Provisória 910, ou popularmente “MP da Grilagem”, permite que terras públicas desmatadas se tornem propriedade de quem as ocupou irregularmente, desde que se cumpram alguns requisitos. Essa medida abre espaço para agropecuaristas que desejam expandir os negócios nas terras da Amazônia, ou seja, desmantando a floresta, mas agora de forma legalizada. Visando que o agronegócio é a base da economia brasileira, o Estado agiu pensando somente no capital, e não no bem do meio ambiente. Com base nisso, a hipocrisia estatal destrói a natureza.

Urge, portanto, medidas que atenue as consequências da ação humana no meio ambiente. Logo, é pertinente que o Ministério do Meio Ambiente conscientize e ensine a sociedade a  ser sustentável, por intermédio de propagandas pelos meios midiáticos e também fornecendo materiais para que isso se torne possível, com o fito de melhorar a relação dos indivíduos com o meio ambiente. Ademais, cabe ao Estado que não só crie medidas que diminuam o avanço do desmatamento, mas também execute as leis já existentes, por meio de penalidades maiores para quem descumprir as leis de proteção ambiental, a fim de reverter o quadro de desequilíbrio ecológico.