Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 18/09/2020

“A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância.” A frase do revolucionário Mahatma Gandi faz alusão a desarmonia entre os seres humanos e o meio ambiente. Nessa perspectiva, observasse um desequilíbrio na relação do ser humano com a natureza, além disso o sistema capitalista e neoliberal vigente tem intensificado ainda mais a destruição da biosfera. Dessa maneira, fica evidente o papel passivo da sociedade brasileira e do Ministério do Meio Ambiente.

Vale ressaltar em princípio, que a primeira coisa que os portugueses fizeram ao chegar na cidade de Porto Seguro nos anos de 1500, foi explorar a mata Atlântica levando desta quantidades absurdas de pau-Brasil. Diante do exposto, fica claro que o Brasil foi muito explorado desde as suas origens, durante toda sua história ele sempre dependeu de recursos naturais para manter sua economia, o que infelizmente, tem gerado um grande desequilíbrio ambiental. Prova disto, são as indústrias e as grandes empresas que trazem muito dinheiro aos cofres públicos, mas causam danos talvez irreversíveis a natureza, que sofre diversos impactos ambientais, gerados pelos latifúndios e pelas industrias que lançam dejetos nos rios, poluem o ar, desmatam as florestas e que tem destruído aos poucos toda a biodiversidade. Todavia, deve-se considerar que a natureza não é tão renovável quanto os capitalistas esperam e que o ser humano depende completamente da natureza. Urge portanto que medidas sejam engendradas, para que não ocorra a extinção da espécie humana.

Outrossim, merece destaque as diversas políticas ambientais estabelecidas na constituição de 1988, que dá ao poder público a tarefa de garantir a preservação ambiental no Brasil. Entretanto, as leis não são cumpridas e as emendas constitucionais dão margem a exploração de forma excessiva e sem punições consideráveis aos grandes latifúndios e as industrias. Por conseguinte, o capitalismo e o neoliberalismo incentivam a grande produção, mas não estimulam o desenvolvimento sustentável e o governo que deveria proteger o tesouro nacional, se posiciona de forma passiva. Além disso o IBAMA  que é polícia ambiental que deveria fiscalizar todas as reservas nativas não cumprem seu papel, por que muitas vezes recebem propina para fazer “vista grossa” diante das atrocidades feitas contra a natureza e consequentemente contra a humanidade. Logo, urge uma mudança.

Em suma, é necessário que o Ministério do Meio ambiente em consonância com profissionais da área, punam com mais rigor as grandes empresas que descumprirem as leis ambientais, com multas altas e até prisões. Que criem campanhas de consciencialização para que a população deixe de ser espectador da destruição do meio ambiente e se torne uma agente de transformação, que proteste a favor do desenvolvimento sustentável, com o fito de gerar harmonia do homem com o meio ambiente.