Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 21/09/2020

Em 2020, fruto da expansão agrícola e pecuária, o Pantanal sofreu a maior devastação de sua história, o que causou um prejuízo histórico irreparável à humanidade. Esse fato, sobretudo, representa o porquê dos desastres ambientais, tendo em vista que o homem e a ambição capitalista representam os polos ativos do problema. Logo, é necessário a análise dessa questão, com ênfase em ações sociológicas.

A princípio, a falta de medidas públicas eficazes que viabilizem avanços sustentáveis, auxiliam para que  não tenha a preservação da natureza. Sob esse viés, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, no ano de 2019,  o desmatamento na Amazônia aumentou 222% em relação ao mesmo período no ano anterior. Nestas perspectivas, apesar de se ter leis que garantem a proteção das florestas, a carência de fiscalização, ocorrida pela falta de investimentos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis, são fatores que contribuem para que o imbróglio ocorra com regularidade.

Outrossim, o desflorestamento desenfreado reflete negativamente na vida da população local. Segundo um estudo publicado pela Universidade de São Paulo, em 2018, a desarborização na Amazônia pode acarretar em escassez da água e secas mais drásticas, dificultando a produção agrícola e causando outros problemas, como assoreamento dos rios e inundações. Além disso, populações tradicionais que vivem e obtém recursos diretos do meio ambiente  para a sobrevivência, têm sua qualidade de vida reduzida, gerando impactos na economia e na continuidade da fauna e flora das florestas.

Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para sanar a questão. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas da União, direcione uma maior quantia monetária ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, para que se tenha um maior incentivo para a implementação de fiscalização e mecanismos tecnológicos  de monitoramento remoto das matas. Dessa forma, espera-se poder ter um melhor controle das áreas de preservação e acompanhamento dos crimes ambientais, para que assim, as comunidades que dependem da natureza não tenha a sua fonte de sobrevivência interrompida.