Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 14/10/2020
“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário “A Era da Estupidez’’, de Franny Armstrong, reflete o ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais, oriundas de alterações climáticas. Ao se focar no momento atual, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, onde o desmatamento e as queimadas da Amazônia e, sobretudo, o Pantanal mostra-se como um reflexo de desleixo de alguns brasileiros com tal causa. Ora, uma problemática que atesta o grau de negligência em curso na sociedade.
Na proa dessa reflexão reside a leniência do Estado para com as agressões a biodiversidade. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de tráficos de animais, o recrudescimento do desmatamento e, por tabela, extinção de plantas e animais se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente dos gestores públicos, uma vez que a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, literalmente, constitui a mais significativa para permanência da vida como um todo. Nesse sentido, efetivar uma política ambiental é fulcral para estancar a sangria no seio da Floresta.
Por sua vez, o comportamento apático da coletividade se constitui como outro agravante para essa mazela. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava indignação com as autoridades reivindicando um olhar mais atento a causa ambiental. De forma adversa, a sociedade brasileira ainda não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, assim, só amplifica mais crimes e, por extensão, impunidade. Logo, o olhar coletivo precisa abdicar do papel de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa assertiva o Governo deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, por meio do investimento na estrutura e ampliação de mais agentes em locais distantes, onde não há proteção aos nativos e às terras de preservação, a fim de barrar o percusso de todo caos. Ademais, a sociedade precisa ampliar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de documentários, filmes e entrevistas com Biólogos e Ongs inseridas nessa causa ambiental, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena que a Era da Estupidez não é tão somente uma obra de ficção.