Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/10/2020

O Artigo 225 da Constituição afirma que todos os brasileiros têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e que o mesmo é responsabilidade do Estado e da sociedade. Entretanto, devido às práticas industriais exploratórias vigentes e a falta de engajamento social sobre essa causa, lamentavelmente, esse direito constitucional e a natureza encontram-se ameaçados, bem como a boa relação do homem com a esfera ecológica.

Em primeiro lugar, nota-se que os modelos de produção industriais são um fator importante no que tange ao desmatamento e outras práticas que degradam o meio ambiente. Essas ações foram intensificadas a partir da metade do século XX com a chamada Revolução Verde, que desenvolveu fortemente técnicas de produção agropecuária, gerando um aumento na exploração desse nicho de mercado. Porém, essa práticas trouxeram consequências ruins para natureza, como por exemplo, o desmatamento de florestas para criação de gado e soja, o que torna esses modelos de produção não sustentáveis.

Em segunda análise, a relação harmônica do homem com o meio ambiente ainda passa pelo desafio do uso desordenado de produtos e energia. Essa falta de engajamento e preocupação com a preservação dos recursos naturais tem ligação com a lógica capitalista de consumo disseminada desde o século XVIII em todo o planeta e tem, como uma das principais consequências, o aumento de gases poluentes na atmosfera, que suscita em diversas problemáticas, como o derretimento das geleiras devido ao aquecimento global. Entretanto, conforme o filósofo Karl Marx explica, o consumo molda a produção e a produção molda o consumo. Logo, uma demanda sustentável pode moldar também uma produção mais equilibrada com o meio ambiente.

Portanto, a ONU, que tem como um de seus objetivos o desenvolvimento sustentável, deve criar um acordo internacional estipulando metas para a preservação ambiental em cada país e estimulando benefícios fiscais para empresas e corporações com práticas ecologicamente corretas de produção, a fim de priorizar a natureza nas relações humanas. Assim, meio ambiente e sociedade serão capazes de se desenvolver juntos, garantindo o direito à natureza para todos.