Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/10/2020

Os números absolutos dos incêndios que atingiram a Austrália no fim do ano passado e no começo de 2020 são assustadores. O Fundo Mundial da Vida Selvagem para a Natureza, conhecido pela sigla em inglês WWF, World Wide Fund.

Estima que mais de 2,8 bilhões de animais foram mortos ou tiveram que migrar por conta do fogo. A estimativa original era que esse número girasse em torno de 1,25 bilhão. O documento estima que os répteis foram os mais afetados, foram 2,46 bilhões. A densidade populacional desta classe de animais seria muito maior do que a de outras. Em segundo lugar entre os que mais sofreram com as queimadas estão as aves que foram 180 milhões, seguidas dos mamíferos cerca de 143 milhões e de 51 milhões de sapos.

O motivo dessas queimadas terem se originado lá na Austrália, foi as altas temperaturas, acima dos 40° C, e uma pequena quantidade de chuva, que acaba deixando a vegetação seca. Esse fenômeno é conhecido como Dipolo do Oceano Índico ou, também, como El Niño índico, que causa um período de mais calor e seca. Onde ficam as duas maiores cidades do país Sydney e Melbourne, além da capital Camberra, foram as mais afetadas.

Para controlar as queimas na Austrália foram necessários pelo menos 3,7 mil bombeiros para os esforços de combate aos incêndios e mais de 500 aeronaves estavam disponíveis para o combate a incêndios em todo o território australiano, de acordo com o National Aerial Firefighting Centre, as aeronaves carregam de 900 à 35 mil litros de água para assim poder conter as chamas. A maioria está nos Estados de New South Wales e Victoria, os mais afetados.