Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 27/10/2020
A popularização do termo “desenvolvimento sustentável” ocorreu na Conferência Eco92 (Rio de Janeiro, 1992), onde chefes de estado, em âmbito mundial, assinaram documentos para o controle do impacto antrópico. Entretanto, na prática, a glória econômica supera radicalmente a importância ambiental. Em um país rico em biodiversidade, medidas são necessárias para equilibrar o impasse.
Hodiernamente, nenhum bioma original sobreviveu à intervenção humana, isso se deve à crescente ambição econômica, sem evidenciar a relação intrínseca de sobrevivência de ambos – incêndios na Amazônia exacerbaram-se (2019), queimadas devastaram o Pantanal (2020), e a constante degradação do cerrado para a monocultura de soja transgênica- logo, extinguiram-se as florestas nativas, só sobrará o agronegócio e em seguida, não sobrará vida.
Assim sendo, o objetivo de um mundo globalizado compromete diretamente o desenvolvimento sustentável, difundido na Eco92. Segundo o bacteriologista Paul Ehrlieh, “a humanidade está serrando o galho em que está sentada”. Esta analogia questiona a racionalidade dos sapiens, a ponto de adotar uma postura suicida e comprometer o futuro da espécie, colocando a ambição acima da razão.
Deste modo, com as armas de razão e em busca um equilíbrio: O Governo Federal, em seu nível executivo, deve investir fortemente no ecoturismo, criando junto com os Ministérios do Turismo e Meio Ambiente mais reservas de preservação ambientais aptas ao turismo, a fim de explorar a biodiversidade Brasileira como um grande quesito econômico. O Ministério do Meio Ambiente, deve também, enviar à câmara de deputados a proposta de reformular o Código Forestal, com a perspectiva de dar menos liberdade aos grande latifundiários Brasileiros. Deixando o agronegócio em segundo plano, o duelo entre economia e meio ambiente se equilibra, dando ao planeta uma chance de viver um desenvolvimento sustentável.