Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 19/10/2020
Desde a segunda metade do século XVIII, o meio ambiente começou a sentir o impacto do novo modelo de produção. O famoso rio Tâmisa foi testemunha do desenvolvimento de Londres. O afã por grande poder econômico, não raro no passado e no presente, suplantam os cuidados que são devidos ao meio ambiente para que haja, ao menos, a preservação do equilíbrio entre homem e natureza. O Brasil não se situa longe desse panorama na gestão de resíduos.
A “casa comum” merece nossa atenção de maneira especial no tempo atual, em que o Brasil convive com os problemas de um rápido crescimento econômico. Menos da metade das unidades federativas possui programas de coleta seletiva de lixo. A reciclagem torna o resíduo reutilizável e poderia contribuir para a diminuição das áreas destinadas a lixões de céu aberto, bem como diminuir o consumo de matérias primas por meio da reintrodução de materiais como plásticos e papéis no ciclo de produção.
Um outro aspecto que merece especial atenção é o grande volume de lixo tecnológico gerado pela febre contemporânea que legou ao Brasil um lugar dentre os maiores consumidores de celulares do planeta. São cerca de 50 toneladas de lixo eletrônico que tendem a crescer, ainda mais, nos próximos anos. Contudo, de acordo com uma pesquisa da Dell, apenas 10% dos computadores descartados em todo mundo são destinados a reciclagem.
Os atuais 2,24% dos orçamentos estatais direcionados para a área ambiental deveriam ser dilatados e melhor administrados. O Ministério da Cultura poderia promover uma disseminação pelos veículos midiáticos de propagandas que explicitem a importância da separação do lixo para a reciclagem e do combate à poluição do meio ambiente. Os governos estaduais deveriam ser mais empenhados em soluções dinâmicas para a questão ambiental servindo-se de pesquisas universitárias e subsídios federais para a manutenção de políticas de reciclagem Estado e população devem se aliar na busca e manutenção diária da ordem na “casa comum”.