Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 20/10/2020

A revolução industrial trouxe inúmeros benefícios econômicos e tecnológicos à sociedade, porém, o homem passou a produzir em uma velocidade maior do que a capacidade de regeneração da Terra. Sob esse prisma, percebe-se que as causas para a degradação ambiental são principalmente o consumismo desenfreado e o capitalismo que cerca a população.

Em primeiro lugar, Francis Bacon concebia a natureza como algo exterior à sociedade humana, pressupondo uma relação mecânica entre ambas, ou seja, o homem exercia seu domínio através das artes mecânicas e luxuosas. Em outros termos, um automóvel e uma mansão em um bairro nobre ou ostentação de objetos de determinadas marcas famosas são alguns dos fatores que conferem maior valorização e visibilidade social a um indivíduo, que não se preocupa em saber se o lugar do qual consome é viável para o meio ambiente. Lembrando um poema de Drummond, na sociedade de consumo a essência do ‘’eu’’ está intrinsicamente associada à ‘’etiqueta’’ que o sujeito usa, logo, o papel da sociedade é propagar hábitos e valores consumistas, fomentando assim falsas necessidades.

Em segundo lugar, na atividade produtiva, própria do capitalismo, prevalece a fragmentação do trabalhador, reificando (coisificando) o homem e suas relações. Quando a pessoa tende a procurar por ferramentas mais sofisticadas, ela deixa pra trás o que já possui, por exemplo quando um eletrônico ‘’do momento’’ é comprado, o antigo é descartado do jeito errado. É importante lembrar que os eletroeletrônicos contém produtos químicos altamente tóxicos como o mercúrio e o chumbo que, em contato com o solo, contaminam o lençol freático e quando queimados poluem o ar, dessa forma, se pressupõe a perda do domínio sobre as técnicas agrícolas e a compreensão dos processos naturais e gananciosos por parte do proletariado, distanciando-o assim da natureza.

Diante dos argumentos supracitados, para melhorar a relação homem e ambiente, cabe ao Ministério da Cultura promover uma disseminação sobre os malefícios do consumismo, por meio de palestras abertas à comunidade, sediadas em escolas públicas. Essas palestras devem ocorrer em trimestres e com a presença de profissionais ambientalistas, fortalecendo assim a ideia de representatividade ecológica. Quem sabe assim, o fim do impacto das ações do homem na natureza deixe de ser uma utopia para a sociedade.