Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 26/10/2020

Com a frase “aqui se plantando tudo da” Pero Vaz de Caminha,sem saber,definiu o Brasil como um país agroexportador.Por conta disso,a ligação entre indivíduo e meio ambiente,tornou-se uma relação comercial e refém de práticas exploratórias,cujos impactos precisam ser discutidos em nossa sociedade.

Em primeiro plano,pode-se observar,que de acordo com o sociólogo Zigmunt Bauman,no livro “Vida para o consumo” a lógica da mercadoria se expande para vários aspectos da vida social.Por essa lógica,o meio ambiente passa a ser visto não como algo essencial para a manutenção da vida,mas como um produto a ser explorado afim de atender uma demanda econômica do mercado.

Outro aspecto relevante,nesse contexto,é que o agronegócio,de acordo com o portal de notícias G1,foi responsável  por 21% do PIB(Produto Interno Bruto)do Brasil em 2019.Tendo em vista esses dados,é visível a dependência do nosso país de uma prática predatória,da qual derivam impactos que vão desde esgotamento do solo, a queimadas criminosas que contribuem diretamente com o aquecimento global,e tudo isso tendo em vista a manutenção da monocultura de exportação.

Pode-se afirmar,portanto,que em nosso país a relação do indivíduo com o meio ambiente é comercial e predatória,sendo imprescindível sua ressignificação.Desse modo,cabe ao Ministério da Agricultura repassar verbas governamentais a projetos de agricultura familiar,que não só geram renda a cidadãos de baixa renda,como também,aplicam métodos não invasivos de cultivo como a rotação de cultura.Da mesma forma, faz se necessário que o governo,por meio de multas e sanções mais rígidas aos grandes agricultores,puna ações ilegais,como as já citadas queimadas por exemplo,com intuito de barrar a superexploração da  natureza.Com isso,a economia do Brasil poderá andar de mãos dadas com seus recursos naturais e  navegar a novos horizontes diferentes do proposto por Pero Vaz de Caminha.