Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 22/10/2020

No ano de 1952, especificamente do dia 2 ao dia 9 de dezembro, a cidade de Londres e regiões campestres foram assoladas por um forte nevoeiro. Tal névoa fora ocasionada devido a queima de combustíveis fósseis em regiões próximas a grande capital, gerando a morte de mais de 12.000 pessoas e de incontáveis animais em áreas silvestres. Na contemporaneidade, a relação do homem com o meio ambiente torna cada vez mais a encontrar desafios árduos, tais como a queima de matas florestais e o descuido com o ar atmosférico, impossibilitando a vida de humanos e outros seres vivos.

Em primeira análise, é necessário enfatizar o extremo descaso do ser humano com relação a poluição atmosférica, gerando uma cadeia de graves consequências ambientais, sendo a pior delas o aquecimento global. Devido a intensificação do efeito estufa, zonas mais frias e húmidas da terra tem sido atingidas frequentemente pelo aquecimento constante que se espalha pelo planeta. Segundo dados recolhidos pela “Bbc News”, somente em 2019,  mais de 10 milhões de hectares florestais foram queimados na Sibéria, sendo ela considerada uma das áreas mais frias do globo terrestre. Não obstante aos acontecimentos ambientais na América Latina, o jornal também referiu-se em sua pesquisa as 270 queimadas registradas no Brasil, sendo elas na Mata Atlântica e na Amazônia, em sua maioria causadas por agricultores, atividades ilegais e desenvolvimento de novos espaços urbanos.

Outra objeção a ser analisada, também ligada a emissão de gases impróprios nas camadas protetoras da terra por meio da atuação do homem, é o determinado aumento anual do percentual de derretimento das calotas polares, acarretando em uma série de desastres naturais em ilhas e extensões litorâneas. Com base nos conhecimentos apresentados pela “Bbc Brasil”, nos últimos vinte e cinco anos a Antártida perdeu 2,7 trilhões de toneladas de gelo devido a elevação da temperatura. Tamanha perda, reflete em longo prazo no aumento do nível do mar que, a partir das informações obtidas pela “Iberdrola”, mais de 740 mil pessoas estarão expostas a inundações, marés ciclônicas e furacões, devastando com áreas de plantil e de equilíbrio ambiental muito importantes para a sobrevivência nos próximos anos. Por fim, torna-se notável a necessidade de projetar novas formas de energia sem a utilização do gás estufa, intervindo nos desastres provenientes do aumento da temperatura global.

Em virtude dos fatos mencionados, vê-se necessária a concientização por meio de órgãos internacionais como a ONU e OMS, da primazia da implantação e disposição de mais Usinas Hidrelétricas dentro de cada país. Por ser uma fonte de energia renovável, as emissões de gás estufa -responsáveis pela contenção do calor no planeta - serão contidas, queimando menos combustíveis fósseis em termelétricas, mantendo a temperatura regulada e o meio ambiente saudável.