Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 23/10/2020
O ano é 2700, não há mais seres vivos na Terra, há somente lixo deixado pelos humanos, e seu único habitante é um robô. O cenário descrito acima pertence à animação Wall-e, da Pixar, e ilustra para onde estamos indo caso a exploração da natureza continue crescendo descontroladamente. Haja vista, o processo industrial tem causado grandes estragos no meio ambiente, e conciliar a produção e a preservação é fundamental.
Desde a primeira revolução industrial, o ser humano se tornou capaz de transformar a matéria prima em produtos em cada vez menos tempo com o advento das máquinas a vapor e o uso da energia elétrica. De lá pra cá, a nossa capacidade de destruição foi aumentando gradualmente até que se tornou um fator relevante nas mudanças climáticas do planeta, principalmente com a emissão de CO2 e outros gases de efeito estufa. Da mesma forma, a agricultura e a pecuária, que também são interligadas a indústria, foram responsáveis pela devastação de inúmeros ecossistemas, e como afirmam pesquisadores do projeto Mapbiomas, 87 milhões de hectares de vegetação foram desmatados nos últimos 35 anos no Brasil, dos quais 90% são resultado da agropecuária. Nesse sentido, infere-se que os donos dos meios de produção têm tido olhos somente para o lucro, em detrimento da extinção em massa de vida nativa, desequilibrando o ecossistema onde vive, e tal premissa não pode resultar em algo benéfico para a própria raça humana.
Ademais, segundo a teoria do famoso físico Stephen Hawking, o consumo de recursos deve levar a extinção dos seres humanos em menos de seis séculos, uma perspectiva nada animadora, mas extremamente plausível, tendo em vista as projeções atuais, o que deixa a realidade ainda mais próxima do filme Wall-e. Por outro lado, a criação de veículos que não emitem poluentes e novas fontes de energia renovável torna mais viável a superação dessa crise. Entretanto, essas invenções não serão suficientes se o consumo de bens não renováveis não for reduzido e a devastação florestal não for controlada e revertida.
Portanto, vê-se a necessidade de uma legislação ambiental mais dura, por parte do Ministério do Meio Ambiente, a fim de incentivar as indústrias em geral a cessar o maior número de práticas destrutivas possível, para que a extinção de espécies seja evitada. Além disso, deve ser adotada uma política de troca de energias não renováveis por meios sustentáveis, presidido pelo mesmo ministério, em parceria com empresas privadas, visando a diminuição da emissão de poluentes, para que o Brasil possa contribuir com a preservação do planeta, e assim a previsão de Hawking seja adiada o máximo possível e Wall-e continue apenas na ficção.