Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 24/10/2020
Em meados de novembro de 2019, um grande incêndio atingiu a Austrália e deixou um alto rastro de destruição sobre a plantações, florestas e até mesmo cidades. Assim como no acontecido, o Brasil atualmente sofre com uma grande quantidade de focos de queimadas, que põem em risco uma grande variedade de espécies e o bem estar da população. Isso se evidencia tanto pela indiferença do Estado em relação ao tema, como também pela desarmonia entre a sociedade e o meio ambiente.
Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha em sua função social enquanto agente promotor da preservação ambiental. No entanto, segundo Aristóteles, a função da política é garantir a felicidade da população. Tal fato demonstra-se como incoerente, na medida em que o Governo não só realiza uma ineficaz fiscalização da integridade das áreas florestais, como utiliza-se de medidas escassas e equivocadas quanto a contenção de queimadas em lugares de preservação, o que resulta na perca da biodiversidade e em alterações climáticas desfavoráveis.
Além disso, outra dificuldade que intensifica o problema em questão é a negligência social em relação ao tema. De acordo com o WWF-Brasil, 2 a cada 3 focos de incêndios no Brasil são relacionadas a processos de limpeza de terrenos, ou seja, com motivação antrópica. Assim sendo, pode-se afirmar que a degradação ambiental retratada é fruto da falta de consciência ambiental e coletiva da população brasileira, o que comprova uma falha na formação moral dos indivíduos e uma tendência do problema persistir no futuro.
Portanto, medidas são necessárias para intervir nessa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Governo Federal, disponibilizar novos recursos e tecnologias para as equipes de monitoramento e eliminação das queimadas, além de aumentar a rigidez e a fiscalização das leis de combate às queimadas, acabando com a impunidade. Faz-se necessário, ainda, que esse mesmo órgão público lance campanhas socioeducativas em escolas e locais públicos alertando sobre os prejuízos das queimadas, de modo a conscientizar a população. Então, entende-se que o fito de tais ações é extinguir os incêndios florestais e manter a biodiversidade.