Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 08/01/2021
A era Trump teve como um dos marcos a retirada dos Estados Unidos, maior potência global, do Acordo do Clima de Paris. Embora, os dados científicos demandem cooperação global nesse assunto, o ato explicita uma relação conflituosa entre o homem e seu habitat, a qual promete assolar em miséria massas populacionais inimagináveis e não apenas a riqueza das costas de"Miami Beach". Afinal, tal embaraço é consequência da ignorância humana e, se refreado, pode render prosperidade ao Brasil.
Inicialmente, a persistência da conflituosa relação entre homem e natureza é fruto da inconsequência do primeiro. Em outras palavras, se, segundo o historiador Yuval Harari, desde o início de sua história, o Homo Sapiens destrói biomas, o contemporâneo contrasta com o passado, no que tange ao acesso à informação. Nesse sentido, enquanto homens da caverna e industriais do século XVIII desconheciam a dimensão de suas ações, é evidente que a maioria dos indivíduos do século XXI, marcados pelos meios de massa e pela internet, já ouviram falar, ao menos, em aquecimento global.. Em contexto, mesmo previsões catastróficas e amplamente divulgadas, como a desertificação de largas regiões, esquecidas, fazem do movimento ambientalista de Greta Thunberg uma pilhéria. Logo, não há desinformação e desaviso: o que pauta a devastação ecológica é a ignorância.
Posto isso, a imprudência humana abordada é, ainda, no cenário brasileiro, um óbice econômico. Precisamente, o futuro das economias globais obriga a se pautar pelo desenvolvimento sustentável. Tendo em vista a abundância de recursos naturais do país, uma boa gestão do meio implica em prosperidade futura, haja vista os potenciais medicinais da Amazônia somados à profusão eólica nordestina, a riqueza hídrica das bacias nacionais e o turismo ecológico, já deveras gozado por cidades como o Rio. Assim, a garantia de energia, alimento e renda requerem do Brasil a preservação de uma natureza atacada desde a colonial extração de Pau-Brasil até a contemporânea queimada do Pantanal.
Em suma, a catástrofe ambiental passa pela ignorância da espécie e um futuro sustentável pode trazer bom agouro à nação. Urgentemente, dada a inexistência da proatividade humana, o Poder Executivo deve assegurar à República a prosperidade de um futuro ecológico, por meio de leis que coíbam a destruição dos indivíduos- como o fim do comércio de sacolas plásticas e o racionamento eventual de água- para que o país se diferencie do globo. Só assim, a nação será rica e tropical.