Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 01/12/2020

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU), convocou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo, iniciando o debate mundial sobre o desenvolvimento sustentável e o uso saudável dos recursos ambientais. Entretanto, é fundamental notar que apesar dos diversos esforços para cumprir a sustentabilidade, ocorre uma emergência climática no contexto brasileiro do século XXI. Diante desse contexto, aspectos como a cultura capitalista e a expansão do agronegócio maximizam tal impasse.

A princípio, ao averiguar o quadro supracitado, depreende-se que a cultura capitalista amplia a crise do clima atual. Nesse viés, conforme o famigerado sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra “Raízes do Brasil”, uma das características do brasileiro cordial é sobrepor os interesses individuais aos coletivos. Dessa forma, é primordial destacar que a caracterização do sociólogo condiz com os tupiniquins, uma vez que vinculam o consumo em massa, aliado a falta de consciência coletiva, em que não há debates sobre mecanismos que recomponham o ambiente. Consequentemente, a incorporação dessa postura alarmante acarreta a diminuição da biodiversidade, bem como a atenuação da produção de alimentos.

Outrossim, é de suma relevância evidenciar a expansão do agronegócio como propulsor da adversidade aludida. Nessa perspectiva, a industrialização nacional foi efetivada no século XX, marcada pela produção em massa e maior degradação ambiental. Em meio a isso, é pertinente ressaltar que ainda hoje, parte dos empresários brasileiros intensifica o desequilíbrio temporal, visto que agem com descaso em relação à integração e pesquisa de uma exploração sustentável, buscando apenas o lucro pessoal. Por conseguinte, a perpetuação desse hábito deprecia a Constituição Federal, que assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, de modo a impactar no convívio social e na saúde humana.

Portanto, diante do exposto, intervenções capazes de atenuar as contrariedades acerca dos prejuízos climáticos são improrrogáveis. À vista disso, as ONGs ambientais, aliadas à mídia, necessitam realizar campanhas educativas nos canais de comunicação, por meio de anúncios gráficos que alertem sobre as consequências da exploração ambiental exacerbada, a fim de mitigar preceitos nocivos capitalistas. Ademais, o Congresso Nacional deve regulamentar a criação de delegacias especializadas na fiscalização do uso do solo, através de vistorias mensais com profissionais capacitados nos locais de cultivo e o incentivo a adoção de práticas sustentáveis, com efeito de efetivar os objetivos da Conferência de Estocolmo no Brasil.