Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 12/12/2020

O Protocolo de Kyoto, assinado por diversos países em 1997, visava uma união entre os diferentes Estados, tanto desenvolvidos, como em desenvolvimento, em busca da redução dos gases do efeito estufa. No entanto, hodiernamente, o efeito estufa e o aquecimento global são exemplos de problemas ambientais que se intensificam graças à ações humanas que, em busca do dinheiro, não se preocupam com o meio ambiente. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas o legado histórico e a priorização do interesse financeiro.

Em primeira análise, o legado histórico de destruição ao meio ambiente, mostra-se como um fator dificultador na resolução do problema. De acordo com o pensador Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Desde o século XVIII, com o advento da Revolução Industrial, na Inglaterra, o surgimento de fábricas por todo o mundo só cresceu. Muitas dessas fábricas utilizam de produtos prejudiciais ao meio ambiente para poder funcionar, como o carvão mineral e os combustíveis fósseis e, como consequência disso, aumenta-se o número de gases poluentes na atmosefa. É preciso que os países, em parceria com suas indústrias, deixem no passado os combustíveis poluentes e passem a usar produtos que acarretem em menos impactos ambientais.

Em segunda análise, a priorização do interesse financeiro também é um dos desafios à resolução do tema. O filósofo Teodor Adorno cunhou o conceito de Indústria Cultural, onde criticava a desvalorização da arte no contexto do capitalismo industrial. Fora do contexto da arte, é possível ver uma depreciação do meio ambiente frente aos interesses capitalistas. No ano de 2017, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou a saída do país do Acordo de Paris, um acordo assinado entre os mais diversos países, em busca de uma melhora climática, para que, assim, as fábricas dos Estados Unidos pudessem emitir mais gases nocivos ao meio ambiente e à atmosfera, em busca do lucro. Ações como essa agravam o problema e dificultam ainda mais a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. A Organização das Nações Unidas, órgão mundial responsável por promover um desenvolvimento sustentável dos países, deve impor sanções diplomáticas e/ou econômicas aos países que continuarem usando combustíveis nocivos ao meio ambiente, por meio de embargos econômicos a esses países, a fim de que seus presidentes reformulem as estratégias de combate ao meio ambiente no país. Além disso, ONG’s especializadas no assunto, devem lutar em seus países, para que o interesse financeiro seja atrelado à proteção ao meio ambiente.