Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 08/01/2021
Vazamento de óleo na Baía de Guanabara, nos rios Birigui e Iguaçu, rompimento das barragens de Brumadinho e Mariana, incêndio no Porto de Santos. Entre os maiores desastres ambientais no Brasil do século XXI, a participação do homem figura como um de seus grandes agentes. Nesse sentido, a fim de encontrar medida efetiva contra o problema, convém analisarmos suas principais consequências.
Diante de tal cenário, é possível destacar o prejuízo ambiental até mesmo em localidades distantes da tragédia. Segundo o Portal de Notícias G1, o céu de São Paulo, por exemplo, ficou encoberto por uma névoa de poluição, em 2020, causada por queimadas florestais no Pantanal, o que demonstra quanto todos somos vulneráveis ao desequiíbrio eventualmente provocado à natureza. É, pois, inaceitável que, frente a esses nocivos legados, o Estado não garanta maior fiscalização contra os crimes de incêndio.
Além disso, fatores econômicos também estão diretamente implicados nesse fenômeno. De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, a tragédia de Brumadinho foi uma das principais responsáveis pela redução do PIB no Brasil, em 2019, o que envolve, além da diminuição do extrativismo, o prejuízo financeiro às famílias que viviam nas áreas afetadas. Configura-se, portanto, como flagrante a percepção de que a ganância de uma pequena parte da sociedade aliada à má gestão pública possa atingir tão contundentemente a vida de tantos cidadãos.
Desse modo, o governo federal deve aumentar a fiscalização e a punição em relação aos danos causados ao ecossistema, por meio de projetos de lei que destinem recursos suficientes para essa finalidade, com profissionais e tecnologias especializadas para investigar, identificar e punir crimes contra à nnatureza. Espera-se, com isso, diminuir a participação humana como protagonista das tragédias ambientais.