Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 12/02/2021

No filme “Lorax”, evidencia-se o cotidiano da cidade Thneedville, na qual o prefeito explora os cidadãos ao vender ar, já que todas as árvores foram extintas — assim como os animais — pelo extrativismo excessivo. Fora da animação, uma realidade semelhante vem a tona, uma vez que a biodiversidade encontra diversos desafios, que são causados exponencialmente pelos próprios seres humanos, por exemplo, o aquecimento global. Nesse sentido, em razão de uma educação deficitária e de uma insuficiência legislativa, emerge um problema comlexo, o qual precisa ser revertido.

Diante desse cenário, a baixa qualidade da área educacional atua como um catalisador das ameaças ecológicas. Nesse viés, conforme Immanuel Kant — filósofo prussiano —, o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe ensinado. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange ao destrato do povo em relação à natureza, nota-se uma influência dessa causa, uma vez que, infelizmente, a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os imbróglios coletivos, já que não apresenta amplamente aos estudantes medidas que solucionem esses entraves. Com isso, é indubitável que o sistema educacional deve abordar mais a ecologia desde os primeiros anos escolares para se obter um povo mais sustentável.

Ademais, vale destacar que a falta de controle operacional das leis governamentais é outro grave fator ao impasse. Sob esse ângulo, consoante a Constituição federal de 1988, é de poder público e da coletividade o dever de defender o meio ambiente. No entanto, ao se analisar a forma das pessoas de cuidar da natureza, percebe-se que tal dever existe apenas na teoria, visto que, na prática, tanto a fauna quanto a flora são afetadas diretamente pela falta de responsabilidade pública e legislativa, pois, segundo o Mapbiomas, uma extensa área — equivalente a 1,9 mil campos de futebol — é desmatada na Amazônia. Logo, é de suma importância que o Estado não se mostre indiferente a esse forte empecilho: a ignorância ambiental.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, juntamente com o Congresso nacional, por meio do Poder Legislativo, crie e realize projetos pedagógicos para mudar esse contexto. Diante do pressuposto, tal ação adicionará uma nova matéria na grade escolar, a qual fale da importância da preservação à natureza, com o intuito de tornar as novas gerações mais inteligentes e engajadas na sustentabilidade. Além disso, é necessário a implantação de multas, que servirão como verbas para os agentes engajados no tema, como a ONG WWF, àqueles que coloquem qualquer tipo de risco à biodiversidade terrestre. Dessa forma, espera-se harmonizar a relação entre o homem e o meio ambiente.