Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 16/04/2021
Os versos “Bico Calado, toma cuidado, que o homem vem aí” da canção Passaredo, de Chico Buarque, expressam a relação do homem com a natureza, sendo necessário um alerta para os pássaros fugirem diante da sua chegada no ambiente. Sendo a arte uma representação da realidade, é possível associar a música à situação cotidiana do planeta. Nesse sentido, a relação entre o ser humano e o meio ambiente está repleta de desafios, que persistem devido, não só à priorização de interesses financeiros, mas também ao silenciamento sobre o tema.
Primeiramente, é importante salientar que a priorização de interesses financeiros tem sido um dos grandes causadores de problemas ambientais. Em sua obra “O Princípio da Responsabilidade”, o filósofo Hans Jonas afirma que, devido as ações antrópicas, o ser humano caminha rumo à sua autodestruição. A ideia desenvolvida pelo autor está de acordo com o embate entre as ações humanas e a sustentabilidade, visto que a partir da Revolução Industrial e com o crescimento do capitalismo, a exploração dos recursos naturais da Terra aumentou e o nível de degradação do planeta se excedeu. Nesse contexto, é perceptível que a intervenção humana tem se tornado cada vez mais maléfica ao meio ambiente.
Em segunda instância, torna-se fundamental discutir sobre o silenciamento e a falta de debate sobre os problemas ambientais causados pelo homem. A partir disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data tem como objetivo chamar a atenção sobre a necessidade de definir políticas públicas e ações voltadas à conservação da natureza e sustentabilidade do planeta. Contudo, essas atitudes ainda são ignoradas ou sequer são divulgadas para reforçar a emergência sobre o tema, o que dificulta a modificação do cenário atual.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução dos problemas. Logo, diversas ONGs ambientais, como a Greenpeace, devem se unir com as instituições públicas de cada país para encontrar as melhores maneiras de disseminar o conhecimento sobre o tema e auxiliar as pessoas a agirem diante disso. As ações podem ser realizadas por meio da divulgação em redes sociais de dados sobre a exploração da natureza e as consequências futuras, além do incentivo a diminuição do consumismo e a adoção de um modo de vida mais minimalista, a fim de diminuir os impactos ambientais das ações antrópicas e garantir um mundo sustentável para as próximas gerações.