Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 05/05/2021

O conflito envolvendo o meio ambiente não é recente: a ‘‘Revolução Industrial’’ ocorrida inicialmente na Inglaterra, em meados do século XVIII, foi marcada pela degradação ambiental no contexto da implementação das fábricas que liberam dejetos nos rios e poluem o ar com a queima de combustíveis. Similarmente aos dias atuais, o Brasil lida com a extinção de várias espécies e a perca de vegetação original causadas pelo descontrole antrópico na natureza e, por isso, demanda intervenções. Ademais, é imperioso ressaltar as principais motivações para tal problemática: a falta de políticas públicas de preservação e a negligência social quanto a proteção do meio natural.

Antes de mais nada, existe no panorama brasileiro grande desamparo de medidas para conter a devastação ambiental por parte das autoridades, isso se deve ao fato de que essas atividades produzem lucro - como o desmatamento para a venda da madeira - e reformulá-las representaria perda econômica. Nesse viés, o ganho monetário impera em detrimento da natureza, de modo a se opor à ‘‘Agenda 2030’’, outorgada pela ONU em 2015 que objetiva ações sociais e governamentais a fim de diminuir a interferência humana ambiental em escala mundial. Dessa forma, o desprezo administrativo resulta na ineficiência quanto a proteção dos ecossistemas.

Além disso, convém ressaltar o alheamento da população em razão do insigne comodismo atemporal que nega os problemas ambientais vigentes, encontrando-se como um dos principais empecilhos para a superação do empasse. Outrossim, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o indivíduo causa seus próprios prejuízos. De maneira similar, a carência de atenção aos danos ao meio ambiente e questionamentos com a intensão de barrá-los implica na não aplicabilidade desta no cotidiano brasileiro. Logo, é inadmissível que essa situação continue.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente elaborar leis e fiscalizações mais severas, por meio de estatutos específicos para cada biota nacional e delimitar áreas florestais, a fim de se comprimir a devassidão da natureza. Com isso, a sociedade brasileira pode garantir a preservação e salientar sua importância.