Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 16/06/2021
No filme “RIO 2” é evidenciada a vida de um casal de araras azuis que decide fazer uma viagem até a Amazônia com o intuito de encontrar outros de sua espécie. Mas, ao adentrarem o território amazonense as aves deparam-se com uma situação calamitosa de devastação humana nas florestas e outros recursos naturais, que apresentam escalas insuperáveis de desmatamento. No que tange a situação da relação entre o homem e o meio-ambiente o filme se torna extremamente verossímil a realidade do século XXI, uma vez que os ecossistemas encontram-se destruídos por conta da ganância humana. Nesse sentido, é mister entender as consequências trazidas pela exploração ambiental que afetam, principalmente, a fauna, flora e até mesmo a vida do ser humano.
Como primeiro ponto, deve-se compreender que a prática do aproveitamento abusivo dos meios ecossistêmicos data desde os primórdios da sociedade brasileira, uma vez que os portugueses exploraram de forma demasiada os biomas contendo Pau-Brasil, com o único intuito da lucratividade pelo pigmento extraído da árvore citada. Paralelamente, com a Primeira Revolução Industrial, o desejo da elite em expandir seu poder aquisitivo e os lucros de suas indústrias aumentaram e, consequentemente, as ações imoderadas contra a natureza amplificaram-se. Nesse sentido, o meio não foi capaz de absorver todos os impactos negativos trazidos pela ambição do corpo social, resultando em sequelas desfavoráveis como o aquecimento global e aumento do efeito estufa.
Ademais, segundo Paul Watson, diretor da fundação Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Entretanto, o estímulo desse tipo de saber não é perpetuado na coletividade contemporânea, tendo em vista que ações como: extinção de espécies, poluição de planos fluviais e incêndios florestais, são intensamente comuns. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 40,9% dos municípios brasileiros sofreram, nos últimos cinco anos, pelo menos um desastre natural decorrente de ações humanas. Dessa forma, é evidenciado como a relação abusiva estruturada entre o homem e o meio traz apenas frutos prejudiciais.
Portanto, caminhos devem ser elucidados para romper com o vínculo nocivo entre a população e o biossistema. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente estabelecer projetos, em parceria com instituições privadas, a fim de promover o uso consciente dos recursos naturais sem abdicar do sucesso econômico, estimulando empresas e a comunidade a adotarem essa prática. Ademais, o Ministério deve realizar acordos com a mídia que através das redes sociais poderão incentivar estilos de vida pautados na reciclagem de produtos, como forma de reduzir o consumismo exacerbado. Somente assim, a sabedoria ambiental mencionada por Paul Watson poderá ser alcançada.