Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 02/07/2021

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros, segundo o filósofo chinês Confúcio. Nesse sentido, compreende-se que a busca pela correção dos erros é tão importante quanto a precaução à fim de evitá-los. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea contradiz o que defendia o pensador, sendo que a importância de tal problemática reside na manutenção de práticas prejudiciais ao meio ambiente, o que corrobora para o desmatamento e para a extinção de espécies da fauna e flora. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem tal quadro.

Em primeiro lugar, é imperativo ressaltar um provérbio indígena, o qual diz que somente quando o último rio for poluído, a última floresta for desmatada e o último peixe, morto, o ser humano perceberá que não se pode comer dinheiro. Logo, entende-se que a busca incessante por riquezas resulta em um paradoxo: a ambição que tornou os seres humanos o ser vivo mais desenvolvido do planeta, será a mesma que resultará em sua extinção.

Outrossim, convém destacar a quarta Revolução Industrial, que promoveu um aumento insustentável da exploração das riquezas naturais. Por exemplo, cabe ressaltar um estudo da Universidade de Stanford, o qual mostra que vivemos a sexta grande extinção e que tal magnitude só foi vista na época dos dinossauros. Portanto, infere-se que a necessidade de um desenvolvimento sustentável é evidente, uma vez que tal “cultura do desmatamento” se mostra cada vez mais prejudicial.

Posto isso, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Portanto, urge que o Ministério da Educação junto ao Ministério do Meio Ambiente apresentem projetos que não só tornem a discussão de tal problemática obrigatória nas escolas, mas como também instituam leis que demandarão de produtores rurais, a manutenção de uma área mínima para preservação ambiental. Tal medida visará aumentar as áreas preservadas e instigará nos jovens a busca por uma solução definitiva. Somente assim, será possível interromper a conservação dos nossos erros, conforme defende Confúcio.