Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 16/07/2021
O seriado brasileiro “Aruanas” apresenta a ineficácia da preservação ambiental na Amazônia, na qual atividades extrativistas proporcionam o aumento da destruição do bioma presente na região. Fora das telas, no entanto, o atual panorama brasileiro não diverte da ficção, visto que a falta de fiscalização governamental corrobora para a manutenção dos incêndios criminosos que correm, principalmente, devido ao avanço do agronegócio no país. Dessa forma, essa conjuntura contribui para a degradação do meio ambiente bem como afeta significativamente a saúde humana. Nesse sentido, convém analisar as causas e soluções viáveis para atenuar essa problemática.
Deve-se analisar, de início, como a negligência do Poder Público em relação a expansão da fronteira agropecuária promove a manutenção dos impactos ambientais. Diferentemente dos incêndios que ocorreram na Austrália, em 2019, pode-se afirmar que as queimadas no Brasil não são de origem climática e sim, criminosa. Tal panorama é resultado da necessidade de destruir a cobertura vegetal para garantir o plantio e as pastagens, tendo em vista que as queimadas são a principal maneira de atingir esse objetivo de forma rápida e barata. O fato é que essa prática, sem as devidas fiscalizações, desencadeia diversos danos ambientais, afeta a regulamentação clima, por exemplo, pois durante a queima existe a emissão de gases poluentes que agravam o efeito estufa.
Ademais, somado a isso, é essencial compreender como essa danosa prática afeta o desenvolvimento integral dos cidadãos. Segundo o INCA, Instituto Nacional do Câncer, as emissões de gases poluentes são, de fato, prejudiciais para a saúde humana, pois resultam no aumento de problemas respiratórios devido a exacerbada exposição. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que os moradores locais da Amazônia são os principais afetados, mas não são os únicos, visto que os habitantes de outros Estados, como São Paulo, estão sujeitos a adquirir essas enfermidades, devido os rios voadores, que possuem origem na floresta Amazônia. Nesse sentido, é válido salientar que a permanência dessa atividade resulta em danos para a saúde humana, seja diretamente ou indiretamente.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte das Organizações não Governamentais (ONGs), que consistiria em uma campanha de cunho informativo e de amplo alcance, através dos principais meios de comunicação, como nas redes sociais, por exemplo. Nessa campanha deve ser abordado os prejuízos da falta de preservação ambiental, a fim de conscientizar toda a população e, principalmente, os representantes das empresas de agronegócio. Ademais, é necessário que o Governo, instância máxima de administração executiva, aumente a fiscalização no setor extrativista, com o objetivo de evitar fraudes e garantir o bem estar dos cidadãos.