Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 08/08/2021
De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir o equilíbrio do meio ambiente necessário à promoção do bem-estar humano. Em contrapartida, a existência de uma sociedade consumista e a falta de representantes políticos que defendam avanços na legislação ambiental brasileira representam alguns dos desafios da relação entre o homem e o meio ambiente.
Primeiramente, é preciso lembrar que, na década de 80, o relatório “Bruntland”, também chamado de “Nosso Futuro Comum”, definiu as bases do que hoje é conhecido como desenvolvimento sustentável. Segundo esse documento, a necessidade de utilização dos recursos naturais pela sociedade não deve se sobrepor ao direito das gerações futuras de terem acesso a eles. Entretanto, mais de 30 anos depois, o Brasil segue explorando indiscriminadamente a natureza. Isso é verificado ao se observar que o país é líder na exportação das “Commodities” – minérios e produtos agrícolas vendidos em larga escala e que, em sua maioria, são responsáveis por grande devastação ambiental. Privilegia-se, assim, o lucro em detrimento da sustentabilidade.
Em segundo lugar, a “Sociedade de Consumo” deve ser apontada como uma das originárias desse fenômeno. De acordo com o sociólogo francês Jean Baudrillard, o mundo atual é marcado pela hipervalorização do consumo, sendo a posse de produtos determinante das relações sociais. Nesse contexto, essa busca desenfreada por objetos exige a movimentação das cadeias produtivas industriais que, por sua vez, intensificam a exploração de matérias-primas no meio ambiente. Além disso, no âmbito político, é essencial citar a atuação da bancada ruralista no Congresso Nacional. Formada por parlamentares ligados ao agronegócio brasileiro, ela tem sido responsável por um grande retrocesso na legislação ambiental do país como exemplifica o Novo Código Florestal – o qual, dentre outras mudanças, flexibilizou os limites para o desmatamento.
Dessa forma, é imperativo que medidas sejam tomadas para que o equilíbrio com o meio ambiente, como prevê a Constituição, esteja presente em nosso futuro comum. Logo, com o objetivo de avançar na elaboração de políticas públicas protetoras da natureza, é preciso que ONGs como o “Greenpeace” atuem na viabilização de uma bancada ambientalista no Congresso Nacional, por meio do financiamento das campanhas de candidatos engajados com a causa ambiental. Essas campanhas devem ser veiculadas nas redes sociais buscando o engajamento político do eleitor jovem adulto, conscientizando esse público sobre a necessidade de se eleger representantes que se comprometam em defender a rica biosfera brasileira.