Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 11/08/2021

Consoante o filósofo John Halws, é dever de todos assegurar o futuro das próximas gerações, isto é, tornar viável uma boa relação entre o homem e o meio ambiente. Todavia, no Brasil contemporâneo, isso não ocorre na prática, pois ainda há desafios que impedem a concretização dessa teoria. À luz desse enfoque, é fulcral ressaltar que esse óbice tem raízes na inoperância estatal e na letargia social.

Diante desse cenário deletério, cabe salientar a indiligência governamental no espectro brasileiro. Nesse viés, coforme a concepção do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições, na pós-modernidade, configuram-se como zumbis, pois largaram suas respectivas incumbências sociais. Dentro dessa lógica, é possível observar que o Ministério do Meio Ambiente tornou-se uma corporação zumbi, dado que não apresenta êxito perante as políticas públicas. Isso é perceptível, lamentavelmente, seja pela carência de campanhas de conscientização acerca da necessidade de superar os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente, seja pelo pouco espaço destinado ao debate de possíveis soluções desde a infância nas escolas. Isso posto, infere-se que a ineficácia da máquina estatal inviabiliza ações concretas que resolvam o tema e cerceia o futuro dos brasileiros a uma realidade de problemas ambientais, como a eutrofização de rios e a escassez no acesso à água portável e tratável.

Além dessa mácula governamental, também são preocupantes, no cerne da contemporaneidade, as origens e consequências da ignorância social. De certo, mediante aos dogmas do filósofo espanhol Adolfo Vázquez, o aumento da frequência de um determinado evento fomenta, erroneamente, sua naturalização. Com efeito, é indubitável que, infelizmente, há uma semelhança entre essa teoria e a realidade, haja vista que os brasileiros banalizaram e normalizaram o uso irracional dos recursos naturais, o que gerou frutos como a destruição de 90% da mata atlântica, segundo o IBGE. À vista disso, depreende-se a grande importância da atitude do corpo social, pois, enquanto a sociedade for inerte e desprezar esse péssimo hábito, haverá desafios na relação entre o homem e o meio ambiente.

Dessarte, fica claro que a gênese desse revés tem suas fundações na inoperância das instâncias públicas aliada à ignorância social. Assim, urge que o Ministério do Meio Ambiente faça campanhas de conscientização acerca da necessidade de superar os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente, por meio de mídias de ampla abrangência, como blogs em redes sociais, a exemplo do Instagram e Facebook, a fim de fazer com que o corpo social deixe sua inércia. Outrossim, o Ministério da Educação, principal formador de senso crítico na infância, deve, por meio das escolas, adicionar na matéria de geografia debates sobre possíveis soluções ambientais desde a tenra idade e, consequentemente, assegurar o futuro do ecossistema brasileiro para as próximas gerações.