Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 23/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humano, assegura a todos o direito de viver em meio ambiente sadio e de contar com serviços públicos básicos, como direito inerente humano. No entanto, percebe-se que na atual situação brasileira, infelizmente, não há cumprimento dessa garantia, o que configura um problema a ser mitigado. Dessa forma, alguns obstáculos desse impasse são: o consumo exacerbado e a negligência Estatal.

Em uma primeira análise, o consumo degrada o meio ambiente. Nesse contexto, o poema de Carlos Drummonde “O homem; as viagens” aborda a ânsia humana por sempre mais, levando-o a se comporta como o personagem da mitologia grega, Erisiton, que amaldiçoado com fome eterna, devora tudo que está a sua frente. Analogamente, o homem consome os recursos naturais de forma não renovável. Segundo o documentário Planeta, se toda a população mundial vivesse como a dos Estados Unidos, seriam necessários 5 planetas Terra para um ano de consumo, e, hoje, o Brasil, é palco de eventos trágicos como o caso de Mariana e Brumadinho, reflexos de uma sociedade consumista. Desse modo, faz imprescindível analisar esse desafio.

Ademais, é importante destacar a negligência do Estado e o seu efeito na problemática. De acordo com a Constituição brasileira de 1988, todos têm direito ao ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, o que se vê é uma devastação desse meio, para gerar bens lucrativos. Assim, o direito que era de todos passar a ser de uma minoria, sobretudo, os ruralistas, por meio de ações negligentes Estatal, podem-se mencionar, por exemplo, o Novo Código Florestal Brasileiro, em que áreas antes preservadas agora são alvos de exploração, com o fim de aumentar a produção de bens agrícolas. Logo, urge a necessidade da mudança da lei visando a ação integral, a fim de minimizar o empasse.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam formuladas para atenuar esse impasse. Para isso, é fundamental que o Estado, com sua função de proteger e zelar seus filhos, deve garantir que suas leis sejam reformuladas e devidamente seguidas, por meio do poder legislativo, o qual irá ampliar na lei, as áreas de preservação, já o Ministério do Meio Ambiente com auxílio da mídia para propagar informações relevantes de preservação e consumo consciente. Espera-se, com isso, a redução do consumo exacerbado em conjunto com o aumento de ações ecologicamente equilibradas e a restauração de áreas antes devastadas. Assim, não estará apenas no papel o que é assegurado pelos Direitos Humanos.