Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 31/08/2021
No século XVIII teve início na Inglaterra a chamada Primeira Revolução Industrial. Marcado pela mecanização dos meios de produção, o referido evento revolucionou o mercado de consumo, aumentando de forma exponencial a oferta de produtos em um curto espaço de tempo. Não obstante, apesar dos avanços gerados em se tratanto do sistema capitalista, as mudanças no padrão de consumo culminaram em grande poluição do ambiente, além da exploração desenfreada dos recursos naturais para uso nas industrias, gerando inúmeras discussões no que se refere aos desafios presentes na relação entre homem e meio ambiente. Dessa forma, dada a importância da preservação ambiental relativo ao suporte à vida no planeta, é imperativa a avaliação dos fatores que resultam em tal paradoxo entre o progresso social e a exploração do meio.
Em primeira análise, nota-se a inserção da sociedade hodierna no contexto da Modernidade Líquida, proposta pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, marcada, principalmente, pela volatilidade das relações interpessoais e pela substituição da lógica moral pela lógica de consumo. Dessa forma, se antes o indivíduo era julgado pelas suas atitudes e príncipios, passa agora a ser julgado pelo que possui, incentivando o consumismo desenfreado, a exploração ambiental e a produção de exacerbados volumes de lixo.
Além disso, a negligência governamental diante do problema ainda piora a questão. A falta de conscientização dos cidadão em questão da importância da preservação ambiental e a ineficiêcia em se tratando da criação de leis que gerem proteção ao meio evidenciam uma clara quebra unilateral do Contrato Social, proposto pelo filósofo e economista inglês John Locke. Tais fatores resultam ainda na naturalização do problema, fenômeno estudado pelo sociólogo alemão Georg Simmel, em sua teoria “Atitude Blasé”, em que, dada a frequencia das explorações e poluições ambientais, estas passam a ser normalizadas e suas consequências, tais quais o aquecimento global, poluição atmosférica, alteração do habitat de diversas espécies e os incontáveis prejuízos para a saúde humana, desconsiderados.
Diante do exposto, é imperativa a atuação governamental no que refere a preservação do Meio Ambiente. Assim, a criação de leis, por parte do Poder Legislativo, que atuem na proteção do meio mostra-se urgente, além da atuação do Ministério da Educação, seja através de palestras ou da educação nas escolas, de modo a instruir a popolução acerca da importância da preservação ambiental, estimulando a reciclagem e o reuso dos materiais e, assim, combatendo o paradoxo que não deveria existir entre o progresso social e a exploração do meio ambiente.