Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/09/2021

A obra realista “Memórias Póstumas” do escritor brasileiro Machado de Assis, retrata o cotidiano de Brás Cuba, esse que em seus relatos defendia a ideia de que não teve filhos para não transmitir a nenhuma criatura o legado da miséria humana. Fora do mundo literário, no que tange a preservação ambiental, tal pensamento torna-se assertivo, uma vez que as relações do homem e o meio ambiente tem se tornado cada vez mais deteriorada, dando enfâse a degradação ambiental, cenário esse fruto de duas vertentes: avanços industriais e o consumo exarcebado. Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para esse quadro.

Em uma primeira análise, evidencia-se como pioneira para o desgaste ambiental a Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, nesse período a sociedade passou a utilizar cada vez mais recursos naturais em prol de obter o maior lucro de seus produtos, fortalecendo o capitalismo. Nesse sentido, o homem passa a enxergar a natureza como uma fonte de progresso econômico, não estando atento aos impactos que esse processo gera. Desse modo, o ambiente não consegue se renovar no mesmo ritmo que é desgastado, tornando-se desproporcional a exploração.

Ademais, é válido destacar os diversos problemas entre o homem e o ambiente. Dentre os quais destaca-se o prejuízo para a o ecossistema, como: extinção de espécies, poluição de rios e mares, destruição de nichos ecológicos e alterações climáticas. Tais impactos, são pontecializados pelo consumo em larga escala do mundo globalizado, uma vez que, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vive-se em uma sociedade de consumo, e que este já faz parte do “metabolismo” humano. Logo, é inadmíssivel que esse cenário continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso é imprenscíndivel que o Ministério Do Meio Ambiente juntamente a parceiria com instituições privadas  desenvolva projetos a fim de conscientizar sobre o progresso financeiro atrelado ao desenvolvimento econômico. Ademais, cabe o papel da mídia também desenvolver ficções enagajadas a serem menos consumistas e pontencializar o processo de reutilzação e reciclagem, poupando assim os recuros naturais. Desse modo, poderá caminhar para uma sociedade na qual os indíviduos não se identifique com os pensamentos de Brás Cuba.