Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 27/09/2021

Conhecida como “Cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa do direito ao meio ambiente equilibrado. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a relação entre o homem e o meio ambiente configura-se como uma falha na isonomia. Isso ocorre, por conta da obsoloscência programada e a educação brasileira.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a obsoloscência programada em relação do homem e o meio ambiente. Sob tal ótica, os aparelhos tecnológicos geram muito lixo que acarreta problemas ao meio ambiente, como a sujeira nos rios e a emissão de gases poluentes, pois a durabilidade dos tecnológicos estão menores para aumentar o consumismo da sociedade. Tal contexto remete à Revolução Industrial que deu início a produção em massa com o uso de máquinas. Tal argumento evidencia a relação entre o homem e o meio ambiente. Assim, a obsoloscência programada acaba por expor a humanidade às consequências da efetivação da cidadania no Brasil.

Ademais, aborda-se sobre a educação, nos moldes predominantes no Brasil, como outro fator que contribui com a falta de conscientização sobre o meio ambiente. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra ‘‘Pedagogia da Autonomia’’, do Paulo Freire, na medida em que ela se destaca o conceito das escolas em fomentar não só o conhecimento técnico- científico, mas também o meio ambiente, como a importância do material reciclado. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria das instituições brasileiras, não contribuem no combate ao estigma da efetivação da cidadania na participação da ecossistema.

Portanto, torna-se evidente que para amenizar o quadro atual, são necessárias medidas exequíveis. Nesse sentido, é imprescindível que o Ministério da Educação e do Meio Ambiente se unem e contratem entendedores da ambiência que ensinem sobre a importância das plantas, dos animais e dos materiais reciclados por meio de palestras, para que não haja muita produção de lixo, permitindo a consolidação do imperativo categórico. Dessa maneira, não ocorrerá falhas na Constituição Federal mais.