Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 28/09/2021

De acordo com o filósofo grego Aristóteles, é preciso que todas as pessoas vivam em harmonia entre si e com a natureza. Entretanto, atualmente, pode-se observar uma forte desarmonia entre o ser humano e o meio ambiente, já que são notáveis os desafios da relação entre o homem e esse meio. Assim, pode-se identificar como desafios não só a priorização do lucro em detrimento de práticas sustentáveis, mas também a omissão estatal diante do problema abordado.

Em primeiro plano, é importante destacar que a dinâmica capitalista de obtenção de lucro não dá prioridade ao meio ambiente. Isso acontece porque, à medida que as empresas precisam investir em práticas ambientalmente mais seguras, o lucro por elas obtido tende a diminuir minimamente, o que promove um desinteresse empresarial em relação às práticas sustentáveis. Nesse sentido, percebe-se que tal problema sobre vantagens econômicas já era tratado, no século XIX, pelo sociólogo Karl Marx, o qual descreve a pressão capitalista sobre o meio ambiente como retrocesso social.

Ademais, a ausência de fiscalização por parte do Estado, principalmente em áreas ambientalmente veneráveis, acaba por fomentar o impasse. Nesse viés, uma vez que o monitoramento é menor em determinados locais, como a Amazônia legal, por exemplo, o ambiente se torna mais propício a sofrer com pressões antrópicas. Tal posicionamento omisso do Estado vai de encontro aos ideias iluministas do século XVIII, os quais trasferem aos governantes o direito de garantir não só a ordem política, mas também ambiental do Estado-nação.

Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas ao corpo social brasileiro, a fim de reverter a problemática. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de um decreto emanado do Poder Executivo, não apenas punir juridicamente as empresas que desrespeitarem a legislação ambiental para aumentar o lucro, mas também garantir maior inserção de órgãos fiscalizadores, como o IBAMA, em ambientes historicamente muito explorados, a exemplo da mata atlântica brasileira. Tais medidas terão a finalidade de atenuar os problemas naturais vigentes. Feito isso, poder-se-á expandir o ideal de harmonia aristotélico.