Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 29/09/2021
“No pé que as coisas vão,Jão,doidera.Daqui a pouco,resta madeira nem pros caixão.Era neblina,hoje é poluição.Asfalto quente,queima os pés no chão.“No trecho da música “Passarinhos”,composta pelo rapper Emicida,observa-se preocupação com a direção que a humanidade está tomando,visto que ao devastar o meio ambiente, a garantia de vida e de recursos futuros é comprometida.Assim,não distante da música,cotidianamente os jornais trazem notícias sobre desmatamento,poluição,extinção e outras formas de degradação .Sendo assim,a relação desarmônica entre homem e natureza pode ser compreendida pela falta de responsabilidade ambiental e pela lógica capitalista de consumo.
Em primeiro lugar,no artigo 225 da Constituição Federal consta que é dever do poder público e também da coletividade defender e preservar os recursos naturais a fim de garanti-los às gerações presentes e futuras.Entretanto,a falta de educação ambiental tem afastado os brasileiros de uma relação saudável e respeitosa com a natureza, potencializando sua devestação.Segundo dados da WWF,em 2020 o bioma do Cerrado teve aumento de 13% no desmatamento em comparação ao ano anterior, o que evidencia a pouca valorização da natureza.Desse modo,o Brasil,conhecido por suas belezas naturais e extensas áreas verdes, tem sido noticiado como um país que perde diariamente sua fauna e flora e já apresenta dois “hotspots”-termo usado para designar lugares ameaçados de extinção.
Ademais,o ritmo desenfreado do capitalismo distancia a sociedade do consumo sustentável,uma vez que os padrões de produção e consumo desse sistema excedem os limites da natureza.Elaborado em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, o relatório Brundtland aponta para a necessidade de uma nova relação entre homem e meio ambiente seguindo os pilares do desenvolvimento sustentável.Em contrapartida, influenciado por supostas necessidades criadas pelas propagandas,por exemplo,o homem,distante de sua racionalidade,se afasta da responsabilização pelo consumo exacerbado, o que caracteriza uma espécie de alienação.Dessa forma, as relações mercadológicas podem ser tão intensas a ponto de alterar as demais relações sociais.
Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação,por meio de projetos de responsabilização,reflexão e debate, promova ações de educação ambiental nas escolas, desde o ensino infantil, a fim de formar jovens e adultos conscientes de seus direitos e deveres. Além disso, as mídias-televisiva e virtual-devem ser utilizadas pelo governo federal para promover propagandas sobre o consumo sustentável bem como a importância da preservação dos recursos existentes, o que pode ser feito através de imagens e gráficos com dados estatísticos. Assim, a realidade exposta pelo rapper poderá ser progressivamente alterada e uma relação harmônica com a natureza será construída.