Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 30/09/2021
O Acordo de Paris é um tratado internacional assinado por 195 países, em 2015, durante a COP 21 (21ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), com o propósito de restringir o aumento da temperatura média do planeta a menos de 2ºC. Este compromisso global procede da impreterível necessidade de reduzir pela metade a emissão de CO2 até 2030 e pela totalidade, até 2050. Então, é notório a proeminência do aquecimento global no que concerne os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente, tornando-se o principal obstáculo. Nesse viés, faz-se imperiosa a análise do negacionismo climático e do desenvolvimento sustentável.
Primordialmente, consoante relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, urge ressaltar a conclusão inequívoca de que o aquecimento global é causado pela ação humana, em especial devido a dependência da sociedade de combustíveis fósseis. Todavia, existem grupos de indivíduos adeptos ao negacionismo climático, ou seja, pessoas que negam a realidade do aquecimento global ou, ao menos, negam que os seres humanos tenham um papel relevante neste fenômeno. Desse modo, tal displicência contribui com a perpetuação de condutas que intensificam os danos do aquecimento global: tempestades, inundações, secas, incêndios e aumento do nível do mar. Em vista disso, a iminência da COP 26 reverbera o empecilho do aquecimento global, objetivando mitigar a problemática e acabar com esse pernicioso negacionismo que, indubitavelmente, agrava a situação.
Outrossim, é fundamental salientar que um desenvolvimento sustentável é imprescindível para sanar esses desafios, sendo ele sustentado por três pilares: economia, sociedade e meio ambiente. Isto posto, infelizmente, conjectura-se reveses em cada um deles. No âmbito econômico, as pessoas limitam a acepção de consumo consciente apenas à gastar e desperdiçar menos, omitindo os tópicos principais que são saber a origem do produto e a sua durabilidade, ou seja, priorizar mercadorias de empresas sustentáveis e evitar a obsolescência programada. No âmbito social, nota-se um desfalque na educação e informação ambiental, promovendo uma forte alienação expressa no negacionismo climático. Na esfera ambiental, as poluições, os desastres naturais e a destruição da floresta amazônica ratificam a sua debilidade. Assim sendo, infere-se que as nações não possuem um desenvolvimento sustentável.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater essas adversidades. Para isso, compete aos atuais 196 países do Acordo de Paris executar suas metas ambientais, isto é, reduzir o desmatamento, educar a população e investir em energia renovável. Isso pode ser feito através da conversão da economia para uma de baixo carbono e de investimentos financeiros no desenvolvimento sustentável. Assim, será possível atingir a neutralidade de gás carbônico e findar o aquecimento global até 2050.