Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 04/10/2021

As revoluções industriais trouxeram avanços para a humanidade, porém também concretizaram a produção desenfreada e, consequentemente, danos à natureza. Analogamente ao passado, esse cenário ainda é presente na sociedade, visto que o homem é o principal agente destrutivo do meio ambiente. Dessa forma, é imperioso destacar as causas do problema: o consumo desenfreado e a falta de educação ambiental.

Sob esse viés, o consumo exagerado é um dos principais motivadores da conjuntura. Nesse sentido, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirmou: “Consumo, logo existo.” Dessa maneira, fica claro, portanto, que a paráfrase dita pelo sociólogo evidencia que na sociedade contemporânea  a mercadoria ganha valor simbólico, no entanto, a maioria das empresas visam somente o lucro em detrimento de práticas sustentáveis. Então, cabe ao Governo a fiscalização dessas empresas para o controle e redução dos problemas ambientais.

Ademais, é lícito ressaltar a ausência de consciência ambiental por uma parcela da população. Nesse sentido, Daniel Goleman apresentou o conceito de Inteligência Ecológica, em que existe uma autoilusão de que as ações humanas na vida material não terão grandes consequências. Diante disso, isso é evidenciado quando uma pessoa “joga um papel na rua” e acredita que isso é besteira, o que mostra a falta de preocupação por essas pessoas. Assim, frente ao cenário, o cidadão deve desenvolver senso crítico acerca do assunto, visando à autoanalise dos seus atos.

Dessarte, medidas são necessárias para atenuar a adversidade. Sendo assim, compete ao Ministério do Meio Ambiente criar uma disciplina chamada “educação ambiental”, por meio de parceria com o Ministério da Educação. E, nessa disciplina, o indivíduo aprenderá ações sustentáveis no dia a dia, bem como a Inteligência Ecológica supracitada. Enfim, espera-se, com essa intervenção, desconstruir as ideias advindas das revoluções industriais.