Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 15/10/2021

Perda de biodiversidade, desertificação, diminuição da vazão dos lençóis freáticos. Esses são alguns dos efeitos da relação desarmônica entre homem e natureza. Porém, apesar dos problemas ambientais serem gravíssimos e muito presentes na sociedade contemporânea, intervenções efetivas ainda são escassas, devido ao pouco conhecimento individual sobre seu impacto em longo prazo no planeta e ao sistema capitalista, que o explora descontroladamente o ambiente.

Diante disso, a desinformação da população, muitas vezes, é prejudicial ao bom funcionamento do ambiente. Segundo uma pesquisa da USP, cerca 90% dos poços artesianos brasileiros são clandestinos, ou seja, não regularizados, nem acompanhados. Dessa maneira, alguns indivíduos cavam poços em suas propriedades, para uso pessoal, sem ao menos saber como preservar a água e evitar o esgotamento, o que resulta na superexploração desses aquíferos e, futuramente, em uma crise hídrica na região ou, até mesmo, no país. Então, para enfrentar esse cenário de descuido com a natureza, é preciso educar a população sobre o seu correto manejo, somente assim a relação entre homem e meio ambiente será harmônica.

Ademais, a mentalidade capitalista, que coloca o lucro em primeiro lugar, é um obstáculo à preservação das áreas naturais ainda existentes. Atualmente, para os grandes agricultores, é mais benéfico esgotar a produtividade do solo e depois usar novas fazendas, do que restaurar a produtividade das antigas, que por não serem mais férteis, são usadas de pastos. No entanto, a pecuária, nessas terras com poucos nutrientes, compacta o solo e dificulta a recuperação da cobertura vegetal, assim, o terreno sofre um processo de desertificação, por causa da relação predatória do homem com o meio ambiente. Logo, é preciso que os grandes e médios proprietários sejam incentivados a adotarem meio de produção mais sustentáveis.

Portanto, a fim de superar os desafios para uma boa relação entre homem e natureza, as escolas devem, desde a educação infantil, ensinar os estudantes, nas aulas de geografia, sobre seus impactos no meio ambiente e maneiras de minimizá-los. Além disso, o Estado deve incentivar os agricultores a recuperar a fertilidade do solo, por meio de subsídio aos proprietários que desacelerarem o desmatamento, a desertificação e a perda da biodiversidade em seus terrenos. A partir dessas medidas, os cidadãos terão uma mentalidade mais sustentável, que contribuirá para a diminuição dos problemas socioambientais atuais. Por fim, a harmonia entre a sociedade e o ecossistema será alcançada.