Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 16/10/2021
O livro “Os seis finalistas”, da autora Alexandra Monir, retrata um futuro em que o mundo se encontra destruido por consequência das ações humanas. Analogamente, fora da ficção, é notório que a despreocupação com a natureza pode gerar imensas dificuldades. Indubitavelmente, essas preocupações são alimentadas pela ambição dos homens, por trás das empresas, que querem fazer crer que o meio ambiente é propriedade humana e não deve ser preservado.
Em primeiro plano, no período histórico da Revolução Industrial houve a migração dos meios de produção do campo para os centros urbanos que resultou em uma concentração das indústrias. Contudo, fomentando o anseio dos donos das fábricas em visar o lucro e a alta produtividade, mesmo que para isso fosse necessário prejudicar a natureza e seus recursos naturais. Porém, futuramente em nossa história, foram promulgadas normas e leis a fim de estabelecer limites voltados à exploração da natureza, como o artigo 255 da Constituição Federal brasileira que defende o meio ambiente ecologicamnete equilibrado para as presentes e futuras gerações.
Entrementes, na Tripartição dos Poderes estabelecida pelo filósofo Montesquieu, cuja máxima continua em vigor em nosso país, definiu-se que o poder Executivo é responsável por fiscalizar o cumprimento das leis aprovadas pelo poder Legislativo. Entretanto, no Brasil a falta de rigidez perante empresas e instituições que utilizam matérias primas naturais e recursos do meio ambiente leva a desastres. Ademais, em forma de exemplo, o desabamento da barragem de lama tóxica na cidade de Brumadinho em Minas Gerais, causada por tais circunstâncias falhas em fiscalização.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente promova políticas públicas a fim de proteger e defender o bom uso comum do meio ambiente. Isso deverá acontecer por meio de medidas de fiscalização eficientes e cotidianas que punam, através de multas expressivas, aquelas empresas infratoras de normas ambientais. Assim, garantindo a real aplicação e harmonia das diretrizes que constituem nossa carta magna. Dessa forma, evitando futuros desastres como o retrato pelo livro supramencionado.