Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 08/11/2021

Em outubro de 1998, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história brasileira, a Constituição Cidadã, cujo o conteúdo garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, os desafios existentes na relação entre o homem e a natureza impedem que os seres humanos usufruam desse direito. Com efeito, a desconstrução de características enraizadas e da indiferença social, são iniciativas capazes de fazer como que o problema seja tratado com devida importância.

Nesse contexto, é relevante destacar que aspectos históricos fomentam empecílhos no elo entre o indivíduo e o ecossistema. Sob essa ótica, no Período Colonial - marcado por exploração e crueldade - os europeus exploraram o território brasileiro em busca de poder e riquezas. Todavia, não é preciso ir tão longe: no Brasil do século XXI, essa realidade de exploração ainda se perpetúa, a exemplo do desmatamento da Floresta Amazônica, a seca que assola o Nordeste brasileiro e as queimadas frequentes do Cerrado. Desse modo, não há como buscar o desenvolvimento do país, no que diz respeito a esse vínculo, enquanto o Estado democrático ainda mantiver ações semelhantes as do passado.

Ademais, vale destacar que a displicência da sociedade em relação ao descarte do lixo propicia grandes entraves. Partindo dessa égide, de acordo com Peter Thompson - presidente da Assembleia das Nações Unidas em 2016 - até 2050 haverá mais plástico do que peixe presente nos oceanos. Seguindo essa linha de pensamento, o que relatou Thompson pode ser validado quando substancial parcela dos brasileiros é incapaz de perceber a relevância de despejos feitos corretamente no meio ambiente. Por consequência, o plástico por possuir longa duração, corrobora para morte de animais, entupimento de esgotos e para a poluição das terras e dos mares. Nesse viés, enquanto a indiferença for “regra”, a conservação da diversidade verde-amarela será a excessão.

Ante o exposto, portanto, diante dos efeitos supramencionados, é necessário a ação conjunta do Poder Público com a sociedade para amenizá-los. Dessa forma, é preciso que o Estado, por intermédio do Ministério do Meio ambiente, crie estratégias que introduzam a importância da manutenção da harmonia ecológica, por meio de roda de debates, em que profissionais ambientais discutam quais são os comportamentos maléficos que precisam ser deixados para trás e pela inserção de oficinas, em que os jovens, desde cedo, saibam reutilizar o lixo, seja orgânico ou inorgânico, com a finalidade de combater atos antigos e assegurar um descarte seletivo do polímero ou outro material na natureza. Assim, a República Federativa poderá, de fato, experimentar do direito assegurado pela Carta Magna.